Ansiedade de separação em crianças e adolescentes

Transtorno de ansiedade de separação afeta rotina familiar e escolar

A ansiedade de separação em crianças e adolescentes é um tema que merece atenção, pois pode afetar a rotina familiar, escolar e social. Quando o medo de se afastar das figuras de apego se torna intenso e persistente, caracteriza-se o transtorno de ansiedade de separação (TAS), que provoca sofrimento significativo.

O que é o transtorno de ansiedade de separação?

A ansiedade de separação faz parte do desenvolvimento infantil, mas o TAS ocorre quando esse medo ultrapassa o esperado para a idade. Os sintomas incluem recusa em ir à escola, choro na saída dos pais, dificuldade para dormir sozinha, pesadelos, angústia intensa e sintomas físicos como dores de estômago, náuseas e dores de cabeça. Esses sinais indicam que a criança está enfrentando um quadro que interfere significativamente em sua vida diária.

Prevalência e fatores de risco

Estudos internacionais apontam que o transtorno afeta entre 4% e 5% das crianças, podendo chegar a 7,6% em atendimentos de saúde mental. No Brasil, pesquisas indicam que cerca de 10% das crianças e adolescentes convivem com algum transtorno de ansiedade, sendo o TAS responsável por aproximadamente 4% dos casos. Crianças em contextos socioeconômicos vulneráveis apresentam maior risco, concentrando de 50% a 75% dos casos.

Fatores que contribuem para o desenvolvimento do TAS

Mudanças significativas na vida da criança, como troca de escola ou casa, perdas familiares e predisposição genética, estão entre os principais fatores associados ao início do transtorno. O apoio emocional dos adultos é fundamental para que a criança desenvolva segurança e aprenda a lidar com a separação.

Tratamento e importância do diagnóstico precoce

O tratamento recomendado envolve psicoterapia adaptada às necessidades da criança, com orientação familiar para fortalecer a autoconfiança e reduzir a angústia. Em casos mais graves, pode ser necessária avaliação médica para uso de medicação. O diagnóstico precoce e a colaboração entre família, escola e profissionais de saúde são decisivos para o desenvolvimento emocional e a qualidade de vida da criança.

A combinação de dados nacionais e internacionais reforça que o transtorno de ansiedade de separação não é raro e pode se agravar sem o devido acompanhamento. Ampliar o conhecimento e o acesso a recursos de saúde mental é essencial para apoiar crianças e adolescentes nessa fase do desenvolvimento.

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