O frio está chegando: saiba como proteger as crianças de doenças comuns de outono e inverno
Saiba as principais causas e formas de prevenção para evitar doenças respiratórias em crianças durante o frio
Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, as temperaturas começam a cair em várias regiões do Brasil, especialmente no Sul e Sudeste. Essa mudança climática torna as crianças mais suscetíveis a doenças comuns dessa época, como gripe, resfriado, rinite, asma e bronquite. Entender as causas e as formas de prevenção é essencial para garantir a saúde dos pequenos durante os meses mais frios.
Por que as crianças ficam mais vulneráveis no frio?
Durante o outono, os dias iniciam com um ar mais gelado, esquentam nas horas seguintes e, no início da noite, a temperatura cai novamente. Essa amplitude térmica facilita inflamações nasais com congestão e coriza, associando-se a múltiplos vírus no ar que são transmissíveis pelo contato pessoal. No inverno, as temperaturas baixas provocam ressecamento da mucosa nasal e inflamações na traqueia e nos brônquios, o que pode gerar crises nessas regiões tanto pela variação de temperatura quanto por um quadro infeccioso viral, bacteriano ou fúngico.
Doenças respiratórias comuns no outono e inverno
As vias aéreas superiores têm a função de aquecer o ar antes que ele desça para as vias aéreas inferiores. Com as baixas temperaturas, há o ressecamento e inflamação das vias superiores, provocando sintomas de congestão nasal, coriza, resfriados e gripes. Assim, há o aumento de doenças respiratórias, sejam alérgicas ou infecciosas, especialmente em ambientes fechados, como salas de aula.
Como prevenir doenças respiratórias em crianças no frio
Uma alimentação rica em proteínas e frutas cítricas, pela vitamina C que contêm, é importante para gerar uma boa imunidade, assim como uma boa hidratação. A mucosa nasal também precisa de hidratação, com uso de soro fisiológico e lavagem com água, especialmente após contato com pessoas que apresentam sintomas gripais ou como hábito após sair de ambientes aglomerados. Cobrir o nariz na saída de um ambiente quente para o externo, como na ida e retorno da escola, evita a respiração imediata do ar gelado, prevenindo reações alérgicas e infecciosas. A higiene das mãos, o uso de álcool gel e a ventilação adequada dos ambientes são medidas importantes para reduzir a circulação de germes e o contágio de doenças infecciosas.
Cuidados em escolas e creches
A prevenção nas escolas e creches inclui evitar aglomerações e a proximidade com crianças que apresentem sintomas como espirro, coriza e tosse. Essas crianças devem ser avaliadas por um médico para identificar o quadro e precisam ser afastadas das atividades coletivas até a melhora. Manter as salas arejadas, mesmo com o ar gelado, é recomendado para diminuir o risco de contágio.
Essas orientações ajudam a proteger a saúde das crianças durante o outono e inverno, reduzindo o impacto das doenças respiratórias comuns nessa época do ano.



