Por que hidratantes não bastam para evitar ressecamento da pele no inverno

Dermatologista explica a importância dos hábitos internos para a saúde da pele durante o inverno

Com a chegada das frentes frias, a procura por cremes e procedimentos estéticos aumenta significativamente. No entanto, o segredo para uma pele saudável no inverno não está apenas nas prateleiras das farmácias, mas nos hábitos que vêm “de dentro para fora”. Criadora do Método DERMEV, a dermatologista Luana Vieira Mukamal defende que a saúde da pele é o resultado direto do estilo de vida, incluindo sono, alimentação e manejo do estresse. “A pele é um órgão vivo que responde ao equilíbrio do organismo. No inverno, ela pede uma atenção que vai além da superfície para evitar inflamações e o envelhecimento precoce”, explica a especialista.

Nessa época do ano, a pele tende a ficar mais ressecada, por isso vale apostar em óleos de banho ou cleansing oils, que limpam com suavidade e ajudam a preservar a hidratação natural da pele. “Aproveite esse momento para fazer uma massagem corporal e desacelerar. Um gesto simples, como massagear a região externa da orelha, pode estimular áreas relacionadas ao nervo vago e favorecer o sistema parassimpático, ligado à calma e ao relaxamento”, destaca Luana.

A segunda dica é aumentar a ingestão de chás ao longo do dia. Além da sensação de conforto térmico, muitos chás possuem compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, que contribuem para o equilíbrio do organismo. “Boas opções para o inverno incluem maçã com canela, gengibre com limão, camomila, hortelã, erva-doce e chá-verde. Eles também podem ajudar a reduzir a vontade de consumir doces e carboidratos simples, comuns no frio. Esse cuidado faz diferença porque alimentos de alto índice glicêmico elevam a insulina e favorecem processos inflamatórios que também se refletem na pele”, revela a dermatologista.

A saúde intestinal também entra na conta: “Uma dieta rica em fibras e proteínas de boa qualidade, como grão-de-bico e lentilhas, evita a disbiose intestinal. Quando o intestino está equilibrado, a pele naturalmente apresenta mais viço e menor sensibilidade”, pontua a Dra. Luana.

“Quando a alimentação é pobre em fibras, há maior risco de desequilíbrio da microbiota, conhecido como disbiose, que pode favorecer a inflamação sistêmica e piorar condições como acne, rosácea e sensibilidade cutânea. Quando evitamos grandes oscilações de insulina e glicose e cuidamos do intestino, promovemos benefícios para a pele, para o metabolismo, para o sono e para a saúde como um todo”, finaliza a dermatologista.

No inverno, a pele pede atenção, mas ela responde melhor quando o cuidado vai além da superfície. Quando cuidamos do corpo por inteiro, a pele naturalmente acompanha esse equilíbrio.

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