Dia Nacional alerta para hipertensão, que afeta cerca de 30% dos brasileiros adultos

Diagnóstico precoce e hábitos saudáveis são essenciais para controle da doença

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, tem como objetivo conscientizar a população sobre o diagnóstico e tratamento dessa condição crônica que afeta cerca de 30% dos adultos brasileiros, segundo dados da pesquisa Vigitel divulgados em 2025. A hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal.

O cardiologista Dr. Leandro Costa, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, destaca que os sintomas mais comuns da hipertensão incluem tontura, dor de cabeça, falta de ar, palpitações e alterações na visão, o que torna o diagnóstico precoce fundamental para o controle da pressão arterial.

Em setembro de 2025, foram lançadas as novas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão. Essas diretrizes reclassificaram os níveis pressóricos, considerando a pressão inferior a 120 por 80 mmHg como normal, enquanto a tradicional “12 por 8” passou a ser vista como indicativa de pré-hipertensão. Essa atualização reforça a importância do monitoramento domiciliar da pressão arterial, estimulando o uso de aparelhos automáticos de braço validados.

O especialista ressalta que o monitoramento em casa não substitui a avaliação médica, e qualquer alteração persistente deve ser discutida com um profissional de saúde para o tratamento adequado.

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), foi implementado o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Sistêmica, que padroniza o manejo da doença na rede pública. O protocolo inclui a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) para diagnóstico em adultos com suspeita da doença, recomendação baseada em parecer técnico favorável.

A hipertensão pode ser primária, com origem genética, ou secundária, associada a outras condições como doenças renais e distúrbios hormonais. Entre os fatores de risco estão excesso de peso, consumo elevado de sal, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estresse frequente, histórico familiar e envelhecimento. Outros aspectos como má qualidade do sono, alimentação inadequada e doenças como diabetes e colesterol elevado também contribuem para o desenvolvimento da condição.

A síndrome do jaleco branco, caracterizada pela elevação da pressão arterial apenas em ambientes clínicos, é outra condição que merece atenção, pois pode levar a diagnósticos imprecisos. Por isso, a complementação da avaliação com medições domiciliares é fundamental.

Dispositivos vestíveis, como relógios inteligentes, podem contribuir para o monitoramento da saúde cardiovascular, especialmente para pessoas acima dos 50 anos, ao permitir o acompanhamento contínuo da frequência cardíaca.

Para garantir medições confiáveis em casa, recomenda-se o uso de aparelhos automáticos de braço validados, realizar a medição em ambiente calmo após repouso, manter o braço na altura do coração e seguir as instruções do aparelho.

Embora a hipertensão não tenha cura na maioria dos casos, pode ser controlada com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida. Entre as recomendações estão a prática regular de atividade física, redução do consumo de sal para até 5g por dia, alimentação equilibrada, evitar tabagismo, moderação no consumo de álcool, controle do estresse e manutenção do peso adequado.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça que o controle da hipertensão depende da atuação conjunta entre pacientes, profissionais de saúde, famílias e sociedade, destacando a importância do cuidado contínuo com a saúde cardiovascular.

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