Exposição na Galeria Berenice Arvani reúne obras de artistas brasileiros renomados

Mostra celebra 25 anos da galeria com 28 obras até 29 de maio de 2026

A Galeria Berenice Arvani celebra seus 25 anos com a exposição “Arte Brasileira Uma Seleção”, que permanece em cartaz até 29 de maio de 2026. A mostra reúne 28 obras que representam um recorte da arte brasileira ao longo do século XX, destacando trajetórias de artistas reconhecidos por instituições e exposições históricas.

Com curadoria de Ricardo Camargo, a exposição apresenta um panorama que vai das experimentações modernistas iniciais até as linguagens construtivas e conceituais das décadas seguintes. Entre os artistas em destaque estão Antonio Gomide, Di Cavalcanti, Candido Portinari e Victor Brecheret, que representam os primeiros momentos da arte moderna no Brasil. A mostra também inclui nomes como Luiz Sacilotto, Maurício Nogueira Lima, Judith Lauand e Lothar Charoux, que consolidaram uma linguagem mais racional e construtiva.

Além disso, a exposição incorpora artistas que ampliaram os limites da forma e da percepção, como Lygia Clark, cuja obra da fase inicial de pintura é reconhecida por importantes museus internacionais, e Mira Schendel, presente em coleções e bibliografias críticas relevantes. Geraldo de Barros, pioneiro na experimentação fotográfica no país, também integra o conjunto.

A década de 1960 é representada por obras que introduzem ambiguidade perceptiva e crítica à imagem, com artistas como Hércules Barsotti, Claudio Tozzi, Rubens Gerchman e Wesley Duke Lee. Nas décadas seguintes, Nelson Leirner e Antonio Dias destacam-se por uma postura crítica e conceitual, ampliando o campo da arte para além da forma tradicional.

A seleção inclui ainda escultores como Amilcar de Castro e Sérgio Camargo, além de Joaquim Tenreiro, que estabelece um diálogo entre arte, design e arquitetura. A presença de Kazmer Fejer reforça a dimensão internacional e experimental da mostra.

Segundo Berenice Arvani, “mais do que reunir grandes nomes, a exposição evidencia como o conceito de obra-prima se transforma ao longo do tempo”. O curador Ricardo Camargo acrescenta que a mostra percorre momentos-chave da construção estética brasileira, revelando uma jornada que evolui da representação à abstração, da forma ao conceito, do objeto à experiência.

A exposição também tem relevância para o colecionismo e investimento, pois reúne obras com procedência e histórico expositivo qualificados, fatores centrais para valorização no mercado de arte.

O público pode visitar a exposição de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, na Rua Oscar Freire, 540, Jardins, São Paulo (SP).

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