Saúde mental na infância: educação infantil é importante no desenvolvimento socioemocional
A saúde mental na infância é essencial para o desenvolvimento integral das crianças, especialmente no que diz respeito
A saúde mental na infância é essencial para o desenvolvimento integral das crianças, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento socioemocional. Durante muito tempo, a educação infantil foi vista apenas como um espaço de cuidado e socialização, mas atualmente reconhece-se sua importância para a construção da autoestima, segurança emocional e habilidades para lidar com conflitos e frustrações.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 75% dos transtornos mentais têm início na infância e adolescência, sendo que metade desses casos ocorre até os 14 anos. Isso reforça a necessidade de atenção especial a essa fase da vida, que é crucial para o desenvolvimento emocional e social.
Maria Clara Alves, coordenadora de segmento do Anglo Alante, destaca que “os primeiros anos são fundamentais para a construção da autoestima, da segurança emocional e das primeiras formas de lidar com conflitos e frustrações”. Ela explica que, quando as crianças aprendem a reconhecer e nomear suas emoções desde cedo, desenvolvem maior autoconsciência e conseguem enfrentar melhor situações desafiadoras. Isso favorece relações mais respeitosas, melhora a convivência em grupo e estimula a empatia.
O aprendizado socioemocional deve ser tratado de forma natural e constante no cotidiano escolar. Atividades como rodas de conversa, leitura de histórias, brincadeiras de faz de conta e momentos de escuta são oportunidades para abordar sentimentos e relações interpessoais. Nessas situações, o professor pode ajudar as crianças a expressar o que sentem, ouvir os colegas e buscar soluções conjuntas para conflitos.
No Anglo Alante, as aulas do Laboratório Inteligência de Vida (LIV) trabalham o socioemocional por meio de personagens e histórias que auxiliam os alunos a nomear e lidar com suas emoções. A coordenadora ressalta que “olhar para dentro de si e dialogar com os próprios sentimentos não é uma prática tão simples”, especialmente para crianças que estão descobrindo o mundo.
O uso de métodos lúdicos, como contação de histórias, musicalidade e jogos cooperativos, é eficaz para ensinar que é possível sentir diversas emoções simultaneamente e que cada pessoa pode reagir de forma diferente a uma mesma situação. Nomear emoções, validar sentimentos e incentivar o diálogo são atitudes simples, porém potentes para o desenvolvimento emocional.
Além do papel dos professores, a formação continuada desses profissionais é fundamental para que se sintam preparados para conduzir situações socioemocionais de forma pedagógica e intencional. A parceria com as famílias também é essencial, pois o alinhamento entre escola e casa fortalece o aprendizado e cria um ambiente seguro para as crianças expressarem seus sentimentos.
No Anglo Alante, as famílias recebem mensalmente um resumo das aulas de LIV para que possam dialogar em casa sobre os temas trabalhados. Quando professores, equipe gestora e famílias compartilham valores como respeito, escuta e cuidado, cria-se um clima de confiança que favorece o desenvolvimento saudável das crianças.



