Nova NR-1 exige diagnóstico e gestão de saúde mental nas empresas a partir de maio

Atualização da norma inclui riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos

A partir de 26 de maio de 2026, todas as empresas brasileiras deverão cumprir a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir a identificação, avaliação e gerenciamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Essa mudança, estabelecida pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego nº 765/2025, formaliza a inclusão da saúde mental no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com inventário e plano de ação documentados.

A nova NR-1 representa uma mudança significativa na gestão corporativa, pois a saúde mental deixa de ser tratada apenas como uma iniciativa de bem-estar e passa a integrar as estratégias de compliance, prevenção trabalhista e gestão de riscos. Entre os principais fatores psicossociais previstos na norma estão o excesso de carga de trabalho, assédio moral ou sexual, falta de reconhecimento da liderança, clima organizacional hostil e insegurança no emprego.

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados em 2025 por transtornos mentais relacionados ao trabalho, um aumento de 15% em relação a 2024 e o maior volume registrado na última década. Atualmente, esses transtornos são a segunda principal causa de afastamento laboral no Brasil, o que impacta economicamente tanto as empresas quanto o sistema previdenciário.

Para atender às exigências da nova NR-1, as organizações precisarão estruturar processos de diagnóstico e monitoramento contínuo dos riscos psicossociais. A plataforma WiFire Pesquisas, do grupo TecnoSpeed, oferece ferramentas tecnológicas para aplicar pesquisas de satisfação e questionários personalizados que identificam níveis de estresse, engajamento e bem-estar dos colaboradores. A solução gera relatórios detalhados que auxiliam na identificação de pontos críticos e na elaboração de planos de ação alinhados à norma.

Fabio Carvalho, gerente de negócios do WiFire, destaca que “a nova NR-1 muda esse cenário ao exigir que os riscos psicossociais sejam identificados, documentados e acompanhados com a mesma seriedade dedicada a outros riscos ocupacionais. Isso exige diagnóstico estruturado, acompanhamento contínuo e planos de ação claros”. Ele ressalta ainda que o monitoramento constante contribui para reduzir impactos operacionais e financeiros, prevenindo afastamentos, queda de produtividade e processos trabalhistas.

A avaliação dos riscos psicossociais deverá ser revisada a cada dois anos ou sempre que houver mudanças relevantes nos processos de trabalho. O descumprimento da norma pode acarretar multas, interdição de atividades, pagamento de adicionais trabalhistas e aumento de ações judiciais relacionadas à saúde ocupacional.

Com a atualização da NR-1, a saúde mental passa a ser uma exigência formal de gestão de riscos, inaugurando um novo capítulo na relação entre produtividade, bem-estar e responsabilidade corporativa no Brasil. Empresas que adotarem processos consistentes de diagnóstico e prevenção estarão mais preparadas para fortalecer ambientes organizacionais sustentáveis, saudáveis e competitivos.

👁️ 82 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar