Mercado de beleza na América Latina cresce 15% em 2025

Expansão é impulsionada pelo digital e categorias-chave como fragrâncias e haircare

O mercado de beleza na América Latina manteve em 2025 um ritmo de crescimento acima da média global, registrando avanço de 15% no segmento seletivo, que inclui marcas internacionais e canais como lojas departamentais, especializadas e e-commerces. Segundo levantamento da consultoria global Circana, México e Brasil lideram as vendas totais na região, respondendo por 40% e 30%, respectivamente, seguidos por Argentina (18%), Chile (11%) e Peru (3%). A Argentina destacou-se com crescimento de 31%, resultado que reflete o ambiente inflacionário do país, que fechou 2025 em 31,5%, e a expansão efetiva do consumo, já que o aumento ocorreu também em unidades vendidas.

O canal digital ampliou sua relevância estruturalmente, representando mais de um quarto das vendas na região e crescendo 22% em 2025, ritmo superior ao total do mercado. Marketplaces consolidaram-se como principal destino de compra para produtos massivos e de prestígio.

Dentro das categorias, fragrâncias concentraram mais da metade das vendas do canal seletivo, com crescimento de 13%. O mercado apresenta transformação com maior entrada de novas marcas e aumento da competitividade, incluindo o avanço das marcas árabes, que já representam 2,7% do segmento e operam com preços até 40% inferiores, ampliando o acesso a produtos internacionais.

A maquiagem cresceu 15%, representando cerca de um quarto das vendas, com destaque para marcas massivas e semisseletivas, especialmente nativas digitais e impulsionadas por influenciadores. O ambiente online contribuiu para esse avanço, oferecendo preços até 22% mais baixos que no canal físico. Itens para lábios puxam a categoria, com glosses crescendo mais de 40%.

Para 2026, começam a aparecer sinais de retomada em produtos para olhos, como sombras, delineadores e máscaras, que vinham com desempenho tímido. No Brasil, máscaras crescem em ritmo de dois dígitos, impulsionadas por versões coloridas como marrom e bordô.

O segmento de skincare cresceu 13%, contrariando mercados maduros onde a categoria estabiliza. Representando 16% das vendas, é impulsionado por mudança no comportamento do consumidor, que prioriza rotinas simples, eficácia comprovada e preços acessíveis. Marcas asiáticas ganham espaço, representando 6% do mercado e influenciando inovação e portfólio.

Haircare foi destaque com alta de 33%, ainda que partindo de base menor no canal de prestígio. O crescimento indica maior disposição do consumidor latino em investir na categoria, tanto em produtos complementares quanto básicos, ampliando espaço para marcas premium.

O conjunto desses movimentos aponta para um mercado mais competitivo, digital e orientado a valor, tendência que deve sustentar o crescimento da região nos próximos ciclos.

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