Dia Mundial da Saúde amplia debate sobre o papel das empresas no bem-estar
O Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, amplia o debate sobre o papel das empresas
O Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, amplia o debate sobre o papel das empresas na promoção do bem-estar e da saúde mental no ambiente de trabalho. Em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 68% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério da Previdência Social divulgados pela Fundacentro. Esse cenário evidencia que a saúde dos trabalhadores deixou de ser tratada apenas como um benefício pontual e passou a ocupar espaço estratégico nas discussões sobre prevenção, produtividade e sustentabilidade dos negócios.
A mudança de perspectiva nas organizações reflete uma visão mais ampla do cuidado com a saúde, que vai além da assistência tradicional. Hoje, as empresas buscam identificar riscos, prevenir agravamentos e facilitar o acesso contínuo ao cuidado para seus colaboradores. Temas como saúde mental, riscos psicossociais e os impactos do ambiente de trabalho no bem-estar das equipes ganham destaque nesse contexto.
Ricardo Queiroz, CEO da Flora Insights, plataforma especializada em diagnóstico e gestão de riscos psicossociais ocupacionais, ressalta que “hoje, a saúde emocional no trabalho precisa ser tratada como gestão de risco. Questões como presenteísmo, estresse e esgotamento já impactam diretamente a produtividade e os resultados das empresas, mas ainda são pouco estruturadas na prática. Não se trata apenas de estar em conformidade, e sim de criar processos contínuos de diagnóstico, prevenção e acompanhamento”.
Além disso, o acesso facilitado à saúde é fundamental para promover o cuidado efetivo. Henrique Vieira, Presidente e CEO da SegMedic, rede de clínicas ambulatoriais do Rio de Janeiro, destaca que “promover saúde também significa reduzir obstáculos para que as pessoas consigam se cuidar. Quando o acesso é mais simples, ágil e integrado à rotina, o paciente tende a buscar atendimento mais cedo, realizar exames preventivos e acompanhar a própria saúde de forma mais ativa”. Segundo ele, essa abordagem contribui para deslocar o cuidado de uma lógica reativa para uma preventiva e contínua, impactando positivamente a qualidade de vida.
Na prática, o papel das empresas vai além da oferta de benefícios isolados, envolvendo a construção de ambientes mais saudáveis e rotinas compatíveis com o cuidado. A responsabilidade é compartilhada entre organizações, especialistas e serviços de saúde para garantir que os colaboradores tenham condições adequadas para cuidar da própria saúde ao longo do tempo.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.



