Cinco sinais silenciosos que podem indicar câncer, alerta Dia Mundial da Saúde
Diagnóstico precoce é fundamental para aumentar chances de cura do câncer
O câncer permanece como um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos por ano no triênio 2026-2028, evidenciando a necessidade de estratégias eficazes para prevenção e diagnóstico precoce. Identificar a doença em fases iniciais é essencial, pois as chances de cura podem ultrapassar 90% em diversos tipos de tumor.
No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, a atenção se volta para os sinais silenciosos que o corpo pode apresentar e que indicam a presença do câncer ainda em estágios iniciais. Muitos tipos da doença evoluem de forma discreta, com sintomas sutis que podem ser confundidos com condições comuns do cotidiano.
O oncologista Dr. Mateus Marinho, da Croma Oncologia, destaca que o diagnóstico precoce é um desafio porque “o paciente muitas vezes normaliza sinais persistentes ou acredita que eles vão desaparecer com o tempo”. Ele ressalta que o ponto de atenção não é um sintoma isolado, mas sinais que se mantêm ou progridem ao longo das semanas.
Entre os cinco sinais de alerta que merecem investigação médica quando persistentes estão:
1. Perda de peso inexplicável: perda rápida e sem causa aparente, especialmente acima de 5 kg, pode estar associada a tumores como os de pâncreas, estômago, esôfago e pulmão. Alguns tumores alteram o metabolismo, levando à redução da massa corporal mesmo sem esforço.
2. Fadiga persistente: diferente do cansaço comum, a fadiga relacionada ao câncer é contínua e não melhora com descanso, indicando possível impacto do processo inflamatório ou consumo energético da doença.
3. Alterações na pele ou em pintas: mudanças na coloração, surgimento de manchas, feridas que não cicatrizam ou alterações em pintas, como crescimento e bordas irregulares, devem ser avaliadas. Icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e olhos, pode indicar comprometimento de órgãos internos.
4. Nódulos ou endurecimentos: o aparecimento de caroços em regiões como mamas, pescoço, axilas, virilha ou testículos exige atenção, mesmo quando indolores. Nem todo nódulo é câncer, mas massas novas ou em crescimento precisam ser investigadas.
5. Mudanças persistentes nos hábitos fisiológicos: alterações prolongadas no funcionamento intestinal, como diarreia ou constipação, e sintomas urinários, como dor ou sangue, podem estar associadas a tumores do trato gastrointestinal ou urinário.
Dr. Mateus reforça que “o câncer é uma doença tempo dependente. Quanto mais cedo conseguimos identificar, maiores são as chances de tratamentos mais eficazes, menos invasivos e com melhores desfechos clínicos”.
A recomendação é que qualquer alteração persistente por mais de duas a três semanas seja avaliada por um profissional de saúde. O diagnóstico precoce segue como a principal estratégia para reduzir a mortalidade, ampliar as possibilidades terapêuticas e aumentar significativamente as chances de cura.



