Carcinoma basocelular: entenda o câncer de pele mais comum no Brasil

Especialista explica características, prevenção e tratamentos do carcinoma basocelular

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, destaca-se a importância do conhecimento sobre o carcinoma basocelular, o tipo mais frequente de câncer de pele no Brasil. Embora seja menos agressivo e apresente crescimento lento, essa neoplasia exige atenção devido à sua capacidade de invadir tecidos próximos e causar deformidades se não tratada adequadamente.

A médica e professora da pós-graduação em dermatologia da Afya Educação Médica Ribeirão Preto, Dra. Lorena Mesquita, explica que o carcinoma basocelular geralmente surge como uma pequena lesão de coloração rósea ou com brilho perolado, podendo apresentar vasinhos dilatados na superfície. Em alguns casos, manifesta-se como uma ferida que não cicatriza, sangra facilmente ou se assemelha a uma cicatriz irregular. Também pode aparecer como uma pápula acastanhada, conhecida como carcinoma basocelular pigmentado. As lesões costumam surgir em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço e braços.

O câncer de pele é, em sua maioria, silencioso, mas alterações visíveis na pele, como manchas ou sinais que mudam de cor, formato ou tamanho, ou feridas persistentes, podem indicar a presença da doença. O autoexame regular da pele, observando especialmente as áreas expostas ao sol, é recomendado para a detecção precoce.

Quanto mais cedo o carcinoma basocelular é identificado, maiores são as chances de cura. O tratamento padrão envolve a remoção completa da lesão, incluindo uma margem de pele saudável ao redor. Quando o tumor é pequeno, a cirurgia é menos invasiva, resultando em cicatrizes discretas e recuperação rápida.

Além da cirurgia, outras opções terapêuticas incluem crioterapia, eletrocauterização, terapias tópicas específicas e, em casos selecionados, radioterapia, especialmente para lesões recorrentes ou de difícil acesso. A escolha do tratamento depende do tamanho, localização e estágio da lesão.

A principal causa do carcinoma basocelular é a exposição solar excessiva e desprotegida ao longo dos anos. Por isso, a prevenção está diretamente ligada a hábitos de fotoproteção. Dra. Lorena destaca algumas recomendações fundamentais: uso diário de protetor solar com FPS 50 ou superior, aplicando a quantidade adequada e reaplicando a cada duas horas em ambientes abertos; evitar exposição solar direta entre 10h e 16h; e uso de roupas com proteção UV, chapéus de aba larga e óculos de sol, especialmente para quem trabalha ao ar livre.

Além da exposição solar crônica, fatores como pele clara, olhos claros, histórico de queimaduras solares na infância, idade avançada, uso de câmaras de bronzeamento artificial e histórico familiar de câncer de pele aumentam o risco de desenvolvimento da doença. A dermatologista ressalta que o carcinoma basocelular está associado ao “sol da vida toda”, sendo mais comum em idosos.

Embora possa parecer inofensivo nos estágios iniciais, o carcinoma basocelular pode causar danos locais severos se não tratado. A conscientização, prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para garantir tratamento eficaz e evitar complicações. “Cuidar da pele é cuidar da saúde como um todo. Não devemos ignorar sinais persistentes. A atenção ao corpo pode salvar vidas”, conclui Dra. Lorena.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

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