MISCI apresenta “Escapismo Tropical” em desfile inédito no Sambódromo no Rio Fashion Week

No dia 17 de abril de 2026, a MISCI realizou um desfile inédito no Sambódromo da Marquês de

No dia 17 de abril de 2026, a MISCI realizou um desfile inédito no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, durante a primeira edição do Rio Fashion Week. A marca apresentou a coleção “Escapismo Tropical” para o Verão 27, tornando-se a primeira a desfilar no icônico espaço do carnaval carioca. A escolha do local reforça a conexão da MISCI com a cidade, que já conta com a primeira loja da marca e campanhas realizadas no Rio.

A coleção parte da ideia de que o Brasil, visto de fora como um lugar de pausa e leveza, representa para quem vive aqui uma forma de reorganizar a vida e seguir em frente, mesmo diante das dificuldades. O desfile buscou refletir essa dualidade, mostrando que o carnaval e a festa não são apenas fuga, mas estruturas culturais que sustentam a continuidade da vida.

Inspirada no Rio de Janeiro dos anos 1970, especialmente no Pier de Ipanema e no movimento das Dunas do Barato, a coleção traz referências do tropicalismo brasileiro, com destaque para figuras como Gal Costa e Maria Bethânia. Essa estética mistura cores, atitude e liberdade de expressão, conectando-se também às origens do estilista Airon Martin e ao encontro de diferentes paisagens e identidades brasileiras.

A passarela azul que cruzou a avenida da Sapucaí simbolizou o mar e a paisagem tropical da cidade, enquanto a bateria da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, com 80 ritmistas, 2 mestres de bateria, 2 diretores e os intérpretes Jessica Martin e Lino, deu ritmo ao evento.

A MISCI incorporou elementos da tradição carnavalesca na alfaiataria, reinterpretando blazers e ternos com novas proporções e materiais, em colaboração com carnavalescos como Annik Salmon e Bruno Oliveira.

A sustentabilidade e o artesanato brasileiro foram reforçados por parcerias com o Instituto do Bordado Filé de Alagoas, liderado pela artesã Petrúcia Lopes, e o grupo Redeiras da Colônia de Pescadores São Pedro, que transformam redes de pesca descartadas em tecidos e acessórios.

A inovação também esteve presente no desenvolvimento de um couro vegano feito de capim, em parceria com a Nova Kaeru e a beLEAF™, preservando as características naturais do material.

Outras técnicas artesanais, como crochê com placas de níquel e fio de juta natural, macramê em seda aplicado à alfaiataria, além de joias de madeira esculpidas manualmente com madeira Imbuia, complementaram a coleção.

A alfaiataria ganhou versões mais fluidas com seda, e o jeans foi reaproveitado por meio de upcycling, reforçando o compromisso com a circularidade.

A colaboração com o designer de joias Alan Crocetti, radicado em Londres, resultou em três brincos exclusivos que traduzem a narrativa da coleção por meio de formas orgânicas e referências brasileiras, como a Oca do Ibirapuera, conchas e uma pérola envolvida por prata fluida.

A parceria com a bordadeira brasileira Wendy Cao, radicada em Paris, aproximou a pesquisa da MISCI da tradição do bordado de alta costura.

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