Estudo confirma que emoções negativas não causam câncer e alerta para mitos

Um estudo global recente reforça que emoções negativas, como estresse e tristeza, não causam câncer, desmistificando uma crença

Um estudo global recente reforça que emoções negativas, como estresse e tristeza, não causam câncer, desmistificando uma crença ainda muito difundida. A pesquisa, publicada na revista científica Cancer, analisou dados de 421.799 participantes em 22 estudos diferentes, com mais de 35 mil casos de câncer identificados, e não encontrou evidências que comprovem uma relação direta entre fatores emocionais e o surgimento da doença. O câncer é uma condição multifatorial, relacionada principalmente a aspectos biológicos, ambientais e comportamentais.

No contexto do Dia Mundial do Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, a divulgação de informações corretas é fundamental para a prevenção e o diagnóstico precoce.

O oncologista clínico e CEO do Grupo SOnHe, André Sasse, destaca que “não existe evidência de que tristeza ou estresse causem câncer diretamente”. Ele explica que, em alguns casos, pessoas que enfrentam abalos emocionais podem adotar comportamentos de risco, como tabagismo, compulsão alimentar ou sedentarismo, que são fatores que aumentam o risco da doença. Segundo o especialista, associar o câncer ao estado emocional pode levar à culpabilização do paciente, o que é inadequado, pois o câncer envolve múltiplos fatores.

Para a prevenção, o Grupo SOnHe reforça a importância da adoção e manutenção de hábitos saudáveis. Entre as recomendações estão a prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, sono de qualidade, evitar consumo excessivo de álcool e não fumar. Essas medidas são fundamentais para reduzir os riscos e promover a saúde.

Além da relação equivocada com as emoções, outros mitos sobre o câncer ainda precisam ser superados. Um deles é a ideia de que o câncer é sempre hereditário, quando apenas cerca de 5% a 10% dos casos têm origem genética. A maioria está associada a fatores externos e comportamentais. Outro equívoco comum é acreditar que a ausência de sintomas indica ausência da doença, já que muitos tipos de câncer se desenvolvem silenciosamente, tornando indispensáveis os exames de rotina. Também é incorreto pensar que apenas pessoas idosas desenvolvem câncer. Embora a idade seja um fator de risco, a doença pode afetar diferentes faixas etárias, especialmente quando há hábitos inadequados ao longo do tempo.

Por fim, levar uma vida saudável reduz significativamente as chances de desenvolver câncer, mas não elimina totalmente o risco, o que reforça a importância do acompanhamento médico regular.

O oncologista André Sasse ressalta que combater a desinformação é uma das principais estratégias no enfrentamento do câncer. “Informação correta reduz medo, evita culpa e ajuda as pessoas a tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde”, conclui.

👁️ 67 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar