Entenda o câncer no cérebro, doença diagnosticada em Oscar Schmidt há 15 anos

Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro e membro do Hall da Fama, faleceu aos 68 anos após um

Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro e membro do Hall da Fama, faleceu aos 68 anos após um mal-estar súbito, sem causa confirmada até o momento. Há 15 anos, o ex-atleta foi diagnosticado com um tumor cerebral, condição que acompanhou durante sua trajetória, submetendo-se a cirurgias, sessões de quimioterapia e radioterapia.

O câncer no cérebro abrange um conjunto heterogêneo de tumores que podem se originar no sistema nervoso central ou resultar de metástases de outros órgãos. Entre os tumores primários, os gliomas são os mais frequentes, desenvolvendo-se a partir das células gliais, que dão suporte e proteção aos neurônios. Esses tumores apresentam comportamentos variados, desde crescimento lento até formas altamente agressivas, o que influencia o prognóstico e a escolha do tratamento.

As estratégias terapêuticas para câncer cerebral incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia, isoladas ou combinadas, conforme as características do tumor e as condições clínicas do paciente. A radioterapia desempenha papel central, contribuindo para o controle da doença, alívio dos sintomas neurológicos e melhoria da qualidade de vida, especialmente quando a cirurgia não é viável ou como complemento ao procedimento cirúrgico.

Nos tumores primários, a cirurgia é geralmente a primeira opção, seguida frequentemente de radioterapia no pós-operatório para reduzir o risco de progressão. Quando a cirurgia não é possível, a radioterapia pode ser o tratamento principal, muitas vezes associada à quimioterapia.

Em casos de metástases cerebrais, o tratamento é individualizado. Para lesões pequenas, a radiocirurgia estereotáxica é indicada, permitindo a aplicação precisa de altas doses de radiação. Tumores maiores podem requerer cirurgia para alívio dos sintomas, seguida de radioterapia complementar. Em múltiplas lesões, a radioterapia de todo o cérebro pode ser considerada, associada a terapias sistêmicas.

O diagnóstico precoce do câncer cerebral é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas, que incluem cefaleias persistentes, convulsões, alterações motoras e comportamentais. Exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética são essenciais para identificar lesões, enquanto a confirmação diagnóstica depende de biópsia e análise molecular.

Apesar das limitações no tratamento, avanços tecnológicos em radioterapia têm ampliado as possibilidades terapêuticas, aumentando a precisão e reduzindo efeitos colaterais. Em metástases cerebrais, índices de controle local podem chegar a 90% quando o tratamento é realizado adequadamente em centros especializados.

A Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), fundada em 1998, representa os médicos radio-oncologistas do país, promovendo a excelência no cuidado ao paciente e o desenvolvimento da especialidade.

O acompanhamento multidisciplinar é fundamental para a escolha da melhor estratégia terapêutica, visando interromper o crescimento tumoral, preservar funções neurológicas e manter a qualidade de vida dos pacientes.

👁️ 73 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar