Benefício de fertilidade cresce no Brasil e integra pacotes corporativos

O benefício de fertilidade tem conquistado espaço no Brasil, impulsionado por uma demanda crescente e por mudanças na

O benefício de fertilidade tem conquistado espaço no Brasil, impulsionado por uma demanda crescente e por mudanças na estruturação dos pacotes de benefícios corporativos. Embora ainda em fase inicial no país, essa prática já é consolidada em mercados mais maduros, como os Estados Unidos, onde 42% das grandes empresas oferecem suporte à fertilidade, segundo a consultoria Mercer.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 1 em cada 6 pessoas no mundo enfrenta infertilidade, evidenciando que o tema é uma questão de saúde ampla e impacta diretamente a população economicamente ativa.

No Brasil, o avanço do benefício acompanha transformações no mundo do trabalho, como a valorização de benefícios ligados à qualidade de vida e a crescente pressão por retenção de talentos.

A Nest Fertilidade, startup brasileira fundada em 2024, destaca que o principal desafio é romper dois estigmas: o de que o benefício seria uma tendência passageira e o de que representaria um custo elevado. Carlos Nissel, fundador e CEO da empresa, afirma que “existe uma demanda real, muitas vezes invisível dentro das empresas. O que vemos agora é esse tema começando a ganhar espaço nas estratégias de gestão de pessoas”.

Embora o custo individual de uma fertilização in vitro (FIV) possa ultrapassar os R$ 30 mil, o impacto para as empresas é minimizado pela diluição estatística e temporal. O benefício é acionado conforme o momento de vida de cada colaborador, com demanda distribuída ao longo dos anos. Além disso, o modelo de estruturação é flexível, permitindo definir percentuais de subsídio e limites de utilização para evitar custos elevados.

O valor percebido vai além dos colaboradores que utilizam o tratamento, gerando um sentimento de amparo para todos que planejam constituir família, o que é estratégico especialmente para profissionais em cargos de liderança. Nissel ressalta que “existe um mito de que o benefício é caro porque olhamos apenas para o custo do procedimento, mas esquecemos que a utilização é pontual e o impacto na retenção de talentos qualificados é permanente”. Pesquisa da Mercer em 2022 mostrou que 97% dos empregadores não perceberam aumento de custo após implementar o benefício.

Além do impacto financeiro, o benefício de fertilidade contribui para a atração e retenção de talentos, pois benefícios ligados à saúde e bem-estar são altamente valorizados pelos profissionais. A cofundadora da Nest Fertilidade, Dra. Patricia Flórido, destaca que “quando a empresa reconhece a jornada reprodutiva como parte da vida do colaborador, ela fortalece vínculo, engajamento e percepção de cuidado”.

O benefício também amplia a agenda de diversidade e inclusão, atendendo diferentes perfis, como casais homoafetivos, pessoas que desejam adiar a maternidade ou paternidade e indivíduos que optam pela parentalidade independente. Segundo a Nest Fertilidade, “é uma solução que dialoga diretamente com inclusão, porque contempla múltiplas realidades familiares e momentos de vida”.

Por fim, o benefício de fertilidade segue o caminho de outros cuidados corporativos, como saúde mental e programas de bem-estar, que começaram como diferenciais e se tornaram expectativas dos colaboradores.

A Nest Fertilidade oferece uma plataforma que conecta empresas, colaboradores e clínicas especializadas, facilitando o acesso e a experiência no tratamento. O objetivo é mostrar que o benefício é viável, necessário e sustentável, respondendo a uma demanda real dentro das organizações.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

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