Radioterapia pode ser curativa em pacientes com câncer de esôfago inicial e localmente avançado

Durante a campanha Abril Azul Claro, dedicada à conscientização sobre o câncer de esôfago, a Sociedade Brasileira de

Durante a campanha Abril Azul Claro, dedicada à conscientização sobre o câncer de esôfago, a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) destaca o papel da radioterapia como estratégia central no tratamento da doença, incluindo cenários com potencial curativo. Dados recentes indicam aumento expressivo na incidência do câncer de esôfago no Brasil, com projeção anual de 11.390 novos casos para o triênio 2026-2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A mortalidade também é elevada, com 8.677 mortes registradas em 2024, sendo 6.830 entre homens e 1.847 entre mulheres, associada à maior exposição masculina a fatores de risco como tabagismo e consumo de álcool.

A radioterapia é um dos pilares do tratamento multimodal do câncer de esôfago, podendo ser utilizada isoladamente ou em combinação com quimioterapia e cirurgia. O presidente da SBRT, radio-oncologista Wilson José de Almeida Jr., afirma que “cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando localização do tumor, estadiamento e condições clínicas do paciente”.

Em situações em que a cirurgia não é viável, a radioquimioterapia pode ser a principal estratégia, possibilitando em alguns casos resposta completa e tratamento conservador sem necessidade de ressecção cirúrgica. Além do potencial curativo, a radioterapia é empregada no tratamento neoadjuvante para reduzir o tumor antes da cirurgia, aumentando as chances de remoção completa. Em estágios avançados ou metastáticos, a radioterapia tem indicação paliativa, contribuindo para o alívio de sintomas como dor e dificuldade para engolir, que impactam a qualidade de vida dos pacientes.

Os dois principais subtipos do câncer de esôfago são o carcinoma escamoso, responsável por cerca de 96% dos casos no Brasil e associado ao tabagismo e consumo de álcool, e o adenocarcinoma, relacionado à obesidade, refluxo gastroesofágico crônico e esôfago de Barrett. Essa distinção é importante para a escolha terapêutica e prognóstico.

O diagnóstico precoce ainda é um desafio, pois a doença em fase inicial geralmente é silenciosa. Sintomas como dificuldade para engolir, perda de peso, dor no peito, azia persistente, tosse ou rouquidão devem ser investigados. A identificação precoce amplia as chances de tratamento curativo, reforçando a importância de campanhas como o Abril Azul Claro.

Os principais fatores de risco para o câncer de esôfago incluem tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, consumo frequente de alimentos muito quentes, refluxo gastroesofágico crônico, esôfago de Barrett, obesidade, dieta pobre em frutas e vegetais, baixo consumo de fibras e envelhecimento.

A Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), fundada em 1998, é uma associação civil, científica e sem fins lucrativos que reúne e representa os médicos radio-oncologistas brasileiros, com o objetivo de incentivar, defender e fortalecer a especialidade no país. A SBRT busca promover a excelência no cuidado ao paciente e o desenvolvimento sustentável da especialidade.

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