Homens reconhecem e condenam conteúdos misóginos “Red Pill” nas redes sociais

Pesquisa revela percepção crescente sobre misoginia e violência associada a conteúdos “Red Pill”

Uma pesquisa realizada em março de 2026 pela Hibou Pesquisas e Insights, com mais de 1.100 brasileiros, revelou que a misoginia presente em conteúdos “Red Pill” é reconhecida como fator relevante para o aumento da agressividade e violência contra mulheres. Quase 90% das mulheres e 68% dos homens defendem a criação de legislação específica para criminalizar a misoginia no Brasil.

Os conteúdos “Red Pill” são direcionados principalmente a homens e têm sido associados à incitação à violência de gênero. Mais de 60% dos homens afirmaram já ter ouvido falar dessas comunidades ou conteúdos relacionados, como “incel”, e mais da metade relatou exposição direta a esse tipo de material.

A pesquisa indicou que 75,1% dos brasileiros consideram as redes sociais ambientes relevantes para a disseminação da misoginia, sendo apontadas por 78,1% como o principal espaço onde esse discurso ocorre. Para 59% dos homens, esses conteúdos contribuem significativamente para o aumento do desrespeito e da agressividade contra as mulheres.

Com base nesses dados, foi lançada a plataforma “Red é de Sangue”, que tem como objetivo enfrentar o avanço da misoginia digital e suas consequências sociais. A iniciativa oferece conteúdos informativos baseados em estudos acadêmicos, escritos em linguagem acessível, além de orientar sobre como denunciar conteúdos de ódio e disponibilizar acesso a grupos de apoio psicológico para homens e mulheres.

Entre os recursos da plataforma está o material “o caminho da morte – de meninos a feminicidas”, que explica como referências externas influenciam a forma como os homens se posicionam na sociedade e por que a violência contra a mulher é normalizada.

A plataforma também disponibiliza um tutorial para denunciar crimes de ódio online, mesmo antes da aprovação de leis específicas contra a misoginia, e promove um abaixo-assinado para pressionar por políticas públicas rigorosas.

Além da educação e conscientização, a iniciativa atua na mobilização pública e no acolhimento psicológico. Parcerias com projetos como MuRA (Mulheres em Relações Abusivas), MEMOH e a plataforma Homem Autêntico oferecem grupos terapêuticos e espaços de reflexão para mulheres vítimas de violência e homens que desejam mudar comportamentos associados ao discurso “Red Pill”.

A iniciativa conta com o apoio institucional de entidades como o Sindilegis, Hibou Pesquisas e Insights, além de figuras engajadas no combate à violência contra a mulher, como a Delegada Rosmary Corrêa e a vereadora Thaís Ferreira.

O projeto busca transformar a conscientização sobre misoginia em ação coletiva, promovendo um ambiente digital mais seguro e respeitoso para todos.

👁️ 44 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar