Diagnóstico precoce do autismo: importância e experiência de uma mãe
Abril Azul destaca sinais do TEA e o papel do tratamento multidisciplinar no desenvolvimento infantil
Abril Azul é uma campanha que reforça a importância do diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o papel fundamental do tratamento multidisciplinar no desenvolvimento das crianças. Estimativas do Centers For Disease Control and Prevention indicam que cerca de 1 em cada 36 crianças pode apresentar autismo, o que torna essencial ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde especializados.
Andréia Dobrowolski, empreendedora e mãe do Dante, hoje com seis anos, compartilha sua experiência: “Eu comecei a perceber os sinais antes mesmo de ele completar um ano. Como fui professora por doze anos, tinha noção de desenvolvimento infantil e algo me dizia que ele não era uma criança dentro do esperado. Ele chorava muito, dormia pouco, não interagia com outras pessoas e, com o tempo, fui percebendo que não alcançava marcos importantes da idade. Mas só consegui convencer a família quando, com um ano e meio, ele ainda não falava.”
A família iniciou o acompanhamento com fonoaudiólogo e terapia ocupacional antes dos dois anos. Aos três anos, Dante recebeu o diagnóstico de autismo nível 2 de suporte. Andréia ressalta que “receber esse diagnóstico não é um alívio — é devastador. Você entende que seu filho vai enfrentar desafios para a vida toda. Por outro lado, descobrir cedo nos permitiu iniciar a intervenção precoce, que foi essencial.”
O tratamento intensivo, com mais de dez horas semanais de terapias, trouxe avanços importantes, como a fala aos quatro anos e apoio escolar, que foram comemorados com entusiasmo. “Hoje, graças a tudo isso, o Dante apresenta pouquíssimos sinais do autismo. Não existe cura, mas existe caminho, existe evolução. E nada disso seria possível sem começar cedo. Por isso, eu sempre digo: siga seu instinto. Se você sente que algo está diferente, procure ajuda, investigue.”
A médica pediatra Renata de Carvalho Kuntz, docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, destaca que os sinais do autismo podem surgir nos primeiros anos, como dificuldade de contato visual, atraso na fala, pouca interação social, comportamentos repetitivos e sensibilidade a estímulos. Ela reforça que “o diagnóstico precoce possibilita intervenções mais eficazes, respeitando as necessidades de cada criança e estimulando seu potencial.”
Segundo a Dra. Renata, o tratamento do TEA é geralmente multidisciplinar, envolvendo pediatria, neurologia, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento pedagógico, buscando desenvolver habilidades sociais, cognitivas e comunicacionais, além de oferecer suporte à família. Ela também destaca que a conscientização promovida pelo Abril Azul combate o preconceito e amplia a inclusão social, incentivando o respeito às diferenças.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Afya Centro Universitário de Pato Branco.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



