Cannabis medicinal no Brasil: 7 dúvidas esclarecidas pela médica Mariana Maciel

Entenda indicações, formas de uso e avanços do tratamento com cannabis medicinal no país

A cannabis medicinal vem ganhando espaço no Brasil como alternativa terapêutica para diversas condições de saúde. Segundo o Anuário 2025 da Kaya Mind, já são mais de 873 mil pacientes em tratamento, o que demonstra o crescimento expressivo dessa terapia no país. A médica Mariana Maciel, CEO da biofarmacêutica canadense Thronus Medical, esclarece as principais dúvidas sobre o uso medicinal da cannabis.

A cannabis medicinal é indicada principalmente para dor crônica, epilepsias refratárias, distúrbios neurológicos e alterações do sono. “Pode ser considerada em diferentes contextos clínicos, sempre com base em avaliação criteriosa e individualizada”, explica Mariana. O tratamento é uma opção quando abordagens convencionais não apresentam resultados satisfatórios.

Quanto aos efeitos psicoativos, eles dependem da composição do produto. Formulações à base de canabidiol (CBD) isolado não causam efeitos psicoativos. Já os medicamentos que contêm tetrahidrocanabinol (THC) podem apresentar esses efeitos, porém o uso medicinal do THC é controlado e indicado especificamente. A definição da composição é parte da estratégia terapêutica, focando no benefício clínico e na segurança do paciente.

Os principais benefícios observados são alívio da dor, melhora na qualidade do sono e maior controle dos sintomas em doenças neurológicas. A possibilidade de ajuste individualizado da dose e da formulação permite resultados mais precisos e adequados às necessidades de cada paciente.

A cannabis medicinal pode ser administrada por diversas vias, como sublingual, oral, intranasal e tópica. “A escolha da via de administração influencia diretamente na resposta terapêutica e faz parte da decisão clínica”, destaca Mariana.

O início do tratamento envolve avaliação médica especializada, definição da melhor abordagem e acompanhamento contínuo para ajustes de dose e monitoramento da resposta. O processo é gradual e exige acompanhamento próximo para garantir eficácia e segurança.

A dose correta não segue um padrão único. Ela é individualizada, considerando a condição clínica, histórico do paciente, sensibilidade aos compostos e objetivo terapêutico. O início costuma ser com doses baixas, ajustadas gradualmente. A proporção entre CBD e THC influencia diretamente na dose e nos efeitos esperados.

No Brasil, o avanço da cannabis medicinal inclui maior flexibilidade na prescrição, permitindo o uso de concentrações mais elevadas de THC em casos específicos e graves. “O crescimento do uso terapêutico da cannabis está associado à evolução do conhecimento científico e à maior familiaridade da classe médica com o tema”, conclui Mariana Maciel.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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