Avon desenvolve primeira pele bioimpressa em laboratório que reproduz efeitos da menopausa
A Avon alcançou um marco inédito na indústria da beleza ao desenvolver a primeira pele bioimpressa em laboratório
A Avon alcançou um marco inédito na indústria da beleza ao desenvolver a primeira pele bioimpressa em laboratório capaz de reproduzir com precisão os efeitos da menopausa. Este modelo tridimensional simula transformações típicas dessa fase, como a perda de colágeno, diminuição da densidade e ressecamento intenso da pele, permitindo um estudo aprofundado do envelhecimento cutâneo feminino.
O desenvolvimento foi realizado no Centro de Inovação da Avon, localizado no Brasil e considerado um dos mais avançados da América Latina. Essa tecnologia inédita posiciona o país no centro das discussões globais sobre ciência, beleza e longevidade da pele.
A iniciativa reforça o compromisso da Avon Renew, linha de cuidados faciais da marca, com a democratização da ciência e a pesquisa cosmética voltada para os ciclos femininos. A Avon, que integra o grupo Natura desde 2020, destaca-se como uma Femtech, unindo seu legado de 140 anos com novas tecnologias para atender às demandas do universo feminino.
Mais de 70% da equipe científica da empresa é formada por mulheres, o que contribui para uma abordagem especializada sobre o envelhecimento e a menopausa, compreendidos como uma jornada complexa que exige conhecimento e inovação.
A bioimpressão 3D de pele permite análises controladas e detalhadas, acelerando o desenvolvimento de produtos mais eficazes e direcionados. O modelo foi submetido a um ambiente hormonal controlado, com redução dos níveis de estrogênio e progesterona, fatores determinantes para as alterações cutâneas características da menopausa.
Segundo Luciana Vasquez, gerente de pesquisa em pele da Avon, “para reproduzir as condições específicas da menopausa, o modelo foi submetido a um ambiente hormonal controlado, com redução dos níveis de estrogênio e progesterona, fator determinante para as alterações cutâneas características dessa fase”.
Além de possibilitar testes mais assertivos, o uso da pele bioimpressa contribui para práticas mais sustentáveis na pesquisa cosmética, reduzindo a necessidade de outros métodos e alinhando inovação tecnológica com responsabilidade científica.
A Natura, grupo controlador da Avon na América Latina, foi pioneira na região ao adotar a bioimpressão 3D de pele para testes de eficácia. Atualmente, essa expertise tecnológica sustenta uma parceria com a Science Valley para realizar o maior estudo brasileiro sobre o ciclo hormonal feminino, que acompanhará 1,5 mil mulheres em todas as capitais do país. O projeto visa gerar dados inéditos sobre como fatores genéticos, sociais e regionais influenciam a experiência da menopausa.
Tatiana Ponce, CMO e head de Inovação da Natura e Avon, destaca que “a menopausa ainda é um território pouco explorado pela ciência da beleza, apesar de impactar profundamente a vida de milhões de mulheres. Segundo a Fiocruz, no Brasil, 82% das mulheres apresentam sintomas que comprometem a qualidade de vida e com essa inovação, damos um passo importante para transformar conhecimento em cuidado, respeitando a complexidade dessa fase e oferecendo soluções mais assertivas.”
Fundada em 1886, a Avon tem como propósito promover a autoestima e a emancipação feminina. Atualmente, opera sob o modelo de Femtech, com gestão majoritariamente feminina e estratégia unificada na América Latina. A marca integra social selling, e-commerce e pontos de venda multimarcas, democratizando o acesso a tecnologias de alta performance em cuidados faciais.



