3º Fórum Brasileiro de Lipedema marca 5 anos da ONG e reforça acesso ao tratamento
Evento reuniu pacientes e especialistas para discutir abordagens multidisciplinares no cuidado com a doença
No último sábado, foi realizado o 3º Fórum Brasileiro de Lipedema para Pacientes, evento que reuniu cerca de 100 pessoas entre pacientes e especialistas em saúde. O encontro teve como objetivo principal a conscientização sobre o lipedema e o avanço no tratamento da doença no Brasil. Além disso, o fórum marcou os cinco anos de atuação da ONG Movimento Lipedema, que se dedica a acolher pacientes, compartilhar informações qualificadas e ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento em todo o país.
Um dos destaques do evento foi a participação do Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil e um dos fundadores da ONG. Ele ressaltou a importância de uma abordagem multidisciplinar no cuidado com as pacientes, destacando que “O básico bem-feito também funciona”. Entre os pilares mencionados estão alimentação adequada, sono de qualidade, fisioterapia e modulação hormonal, medidas consideradas fundamentais e acessíveis, mas ainda negligenciadas.
Dr. Kamamoto também enfatizou a necessidade de ampliar o acesso ao tratamento cirúrgico para o lipedema no Brasil. Segundo ele, há uma militância em andamento para que esse tratamento seja um direito garantido a todas as mulheres com a condição. O especialista lembrou que o lipedema acompanha a mulher ao longo da vida, desde a adolescência até a maturidade, exigindo acompanhamento contínuo.
Durante o fórum, outros especialistas contribuíram com orientações práticas para o manejo da doença. O educador físico Adelian destacou a importância da regularidade nos cuidados, afirmando que “lipedema não é excesso, é consistência”. A enfermeira esteta e especialista em lipedema Dra. Élida Alves apresentou rotinas de cuidado diário, como controle da inflamação alimentar, elevação das pernas, uso de meias de compressão, movimentação frequente e suporte psicológico. Ela também compartilhou práticas desenvolvidas por ela, como autodrenagem, massagem com esferas, escovação a seco e massagem intestinal, oferecidas gratuitamente à comunidade da ONG.
O professor Edson Timóteo ressaltou a atividade física como um dos principais pilares do tratamento, destacando que “o melhor remédio para o lipedema é o exercício físico”, desde que adaptado às necessidades específicas de cada paciente. Já o ginecologista Dr. Fabiano Serra abordou as variações hormonais e seu impacto no agravamento dos sintomas, especialmente em períodos como TPM, gestação, climatério e menopausa.
Complementando o debate, a cirurgiã vascular da equipe do Dr. Kamamoto falou sobre a integração do tratamento do lipedema com condições associadas, como varizes, reforçando a importância de uma abordagem conjunta em casos com comprometimento circulatório.
Com conteúdo técnico e relatos reais, o fórum reforçou a importância de ampliar o acesso à informação e ao tratamento do lipedema no Brasil, uma condição ainda subdiagnosticada que afeta cerca de 10 milhões de mulheres.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



