Treinamento Auditivo Neurocognitivo melhora atenção, memória e aprendizagem
Entenda como a escuta ativa e o processamento auditivo influenciam o desempenho escolar
Dificuldades para manter a atenção, compreender comandos ou acompanhar o ritmo escolar nem sempre estão ligadas apenas à falta de foco. Muitas vezes, esses desafios podem estar relacionados à forma como o cérebro processa os sons, mesmo quando a audição tradicional está normal. Essa questão envolve o Processamento Auditivo Central (PAC), que é a capacidade do cérebro de receber, organizar e interpretar informações sonoras.
A fonoaudióloga Andréa Paz, pós-doutora e especialista em audiologia e processamento auditivo, explica que “a pessoa escuta, mas não consegue transformar esse som em informação de forma eficiente. Isso interfere diretamente na comunicação, no desempenho escolar, no trabalho e nas relações sociais.” Ouvir bem não significa necessariamente compreender bem. O cérebro precisa organizar aquilo que escuta para que a informação faça sentido, e essa organização pode ser estimulada.
O Treinamento Auditivo Neurocognitivo (TAN), desenvolvido por Andréa, é uma abordagem que estimula a escuta ativa e também funções cognitivas associadas ao processamento das informações sonoras, como atenção, memória e linguagem. “Quando falamos de Processamento Auditivo Central, estamos falando também de atenção, memória, linguagem e cognição”, afirma a especialista.
A neuroplasticidade, conceito que mostra a capacidade do cérebro de se reorganizar a partir de estímulos adequados, é fundamental para o sucesso desse treinamento. Por meio de uma avaliação individualizada e um acompanhamento estruturado, o TAN oferece uma sequência terapêutica coerente, o que torna os resultados mais consistentes.
Andréa Paz destaca que um dos desafios da área é a falta de organização nos processos terapêuticos. “Muitos profissionais têm conhecimento técnico, mas ainda trabalham sem um método bem estruturado. Isso pode dificultar tanto a evolução do paciente quanto a segurança clínica de quem atende.” A tendência é que os tratamentos integrem a audição com o funcionamento global do paciente, ampliando as possibilidades de cuidado.
A escuta está profundamente conectada à forma como aprendemos, nos comunicamos e interpretamos o mundo. Compreender essa conexão e estimular o processamento auditivo central pode ser um caminho eficaz para melhorar a atenção, a memória e a aprendizagem, especialmente em crianças que enfrentam dificuldades escolares sem causa aparente.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



