Aumento do IPI sobre cigarros pode reduzir consumo, avalia AMB
Comissão da AMB destaca impacto positivo do reajuste para a saúde pública
A Associação Médica Brasileira (AMB), por meio da Comissão de Combate ao Tabagismo, avaliou positivamente a recente decisão do governo de aumentar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros. A medida, anunciada em 9 de abril de 2026, prevê o aumento do imposto de R$ 2,25 para R$ 3,50 por maço de 20 unidades, além da elevação do preço mínimo de R$ 6,50 para R$ 7,50.
Essa alteração tributária é vista como uma estratégia eficaz para reduzir o consumo de cigarros, principalmente entre jovens e populações de menor renda, que são mais sensíveis às variações de preço. Segundo o coordenador da Comissão da AMB, Dr. Ricardo Meirelles, “o aumento de impostos sobre cigarros está entre as medidas mais efetivas para diminuir a iniciação ao tabagismo e estimular a cessação entre os fumantes. Trata-se de uma estratégia respaldada por evidências científicas e por organismos internacionais de saúde”.
Dados da Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (PeNSE) de março de 2026 indicam que a proporção de fumantes adultos nas capitais brasileiras subiu para 11,6%, após registrar 9,3% em 2025. Esse aumento de 25% em apenas um ano é atribuído à popularidade dos cigarros eletrônicos e à falta de reajuste nos preços dos cigarros tradicionais, conforme explica Meirelles.
O reajuste do IPI foi justificado pelo governo como uma forma de compensar a renúncia de receitas decorrente da redução de tributos sobre combustíveis. No entanto, especialistas destacam que, independentemente do contexto fiscal, a elevação dos preços dos cigarros contribui diretamente para a proteção da saúde pública. “Quanto mais caro o cigarro, menor tende a ser o consumo, o que se traduz em menos doenças e mortes relacionadas ao tabagismo no médio e longo prazo”, reforça o coordenador da Comissão.
A AMB também ressalta que o Brasil é signatário de acordos internacionais que recomendam o aumento contínuo da tributação sobre produtos de tabaco para desestimular o consumo. A entidade defende que essa política de preços seja acompanhada por outras ações integradas, como campanhas educativas, ampliação do acesso ao tratamento para cessação do tabagismo e combate ao mercado ilegal.
Apesar dos reajustes anteriores em 2026, a avaliação dos especialistas é de que eles não foram suficientes para o impacto desejado. “É fundamental que essas políticas sejam contínuas e ajustadas de acordo com a realidade do mercado. O tabagismo é uma epidemia que exige respostas consistentes e permanentes”, conclui Meirelles.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Associação Médica Brasileira (AMB).
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



