Alergias respiratórias no outono: saiba diferenciar de gripes e resfriados

Entenda os sintomas e cuidados para evitar confusões entre alergias e infecções respiratórias

Com a chegada do outono, as alergias respiratórias ganham destaque, pois as crises aumentam e podem ser facilmente confundidas com gripes e resfriados. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – Regional Rio Grande do Sul (ASBAI-RS) alertam para essa sobreposição de sintomas, que dificulta o diagnóstico correto.

No outono, as infecções virais das vias aéreas, como gripes e resfriados, tornam-se mais frequentes, enquanto os quadros alérgicos podem ocorrer durante todo o ano, com picos em períodos específicos, como a primavera. Além disso, é possível que infecções e alergias ocorram simultaneamente, especialmente em pessoas com histórico de hipersensibilidade.

A distinção entre alergias respiratórias e infecções está principalmente nas características clínicas. Nas alergias, os sintomas mais comuns são coceira nasal, espirros em sequência, congestão e coriza. Já nas infecções, além dos sintomas nasais, aparecem manifestações sistêmicas como febre, dor no corpo, cefaleia, mal-estar, náusea e perda de apetite, que não fazem parte de um processo alérgico isolado.

Outro ponto importante é o perfil do paciente. Pessoas com asma, dermatite atópica ou reações alimentares têm maior predisposição a desenvolver rinite alérgica, o que deve ser considerado na avaliação médica.

Para reduzir a exposição a agentes desencadeantes, o controle ambiental é fundamental. Entre as recomendações estão a limpeza frequente dos filtros de ar-condicionado, a substituição da vassoura por aspirador ou pano úmido para evitar dispersão de partículas, a higienização de estofados, colchões e travesseiros, além da troca periódica dos travesseiros, preferencialmente a cada dois anos, e o uso de capas protetoras antiácaro. Em regiões com maior umidade, o uso de desumidificadores ajuda a controlar a proliferação de fungos.

As entidades ressaltam que, além das medidas preventivas, o diagnóstico correto por meio de testes cutâneos ou exames laboratoriais é essencial para direcionar o tratamento adequado e evitar intervenções desnecessárias. Em casos persistentes, a imunoterapia pode ser indicada, promovendo a dessensibilização progressiva do organismo aos agentes causadores, sendo uma alternativa eficaz para rinite alérgica, asma, conjuntivite alérgica e alguns casos de dermatite atópica.

A AMRIGS e a ASBAI-RS reforçam a importância da avaliação médica diante de sintomas persistentes ou recorrentes para diferenciar alergias de infecções e garantir o tratamento mais adequado para cada situação.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 78 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar