Ovário policístico e miomas: mitos e verdades que toda mulher deve saber

Entenda os sintomas, tratamentos e esclarecimentos essenciais sobre essas condições comuns

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) e os miomas uterinos são duas das condições ginecológicas mais comuns entre as mulheres brasileiras, mas ainda geram muitas dúvidas e mitos. Dados do Ministério da Saúde indicam que a SOP acomete entre 6% e 10% das mulheres em idade fértil, enquanto os miomas atingem cerca de 60% das mulheres em idade reprodutiva. Isso significa que milhões de brasileiras convivem com essas condições, muitas vezes sem diagnóstico ou com informações incompletas.

A ginecologista Dra. Helga Marquesini, da Pro Matre Paulista, destaca que tanto o ovário policístico quanto os miomas são frequentemente tratados de forma simplificada e cercados por desinformação. “São condições frequentes, mas que ainda geram muita dúvida. Muitas mulheres ou normalizam sintomas importantes, como irregularidade menstrual, dor e sangramento excessivo, ou chegam ao consultório muito assustadas por mitos que circulam sem contexto. Informação correta é essencial para diagnóstico e tratamento adequados”, afirma a especialista.

Entre os principais mitos esclarecidos pela Dra. Helga, está a ideia de que quem tem ovário policístico não pode engravidar. Isso é falso. A SOP pode dificultar a ovulação, tornando a gravidez mais desafiadora em alguns casos, mas não significa infertilidade definitiva. “A SOP não deve ser encarada como uma sentença de infertilidade. Ela pode exigir investigação, controle hormonal e, em alguns casos, indução de ovulação, mas há tratamento e acompanhamento”, explica.

Outro ponto importante é que a menstruação irregular pode ser um sinal de ovário policístico. O Ministério da Saúde aponta a irregularidade menstrual como um dos sinais centrais da SOP, acompanhada de acne, excesso de pelos e alterações no ultrassom. “Quando o ciclo menstrual muda de forma persistente, isso merece atenção. Nem sempre será SOP, mas não deve ser tratado como algo sem importância”, alerta a médica.

Além disso, a SOP não afeta apenas a parte reprodutiva. Ela pode estar associada a alterações metabólicas, como resistência à insulina, obesidade, diabetes e síndrome metabólica. “É uma condição que vai além da fertilidade. Muitas vezes é preciso olhar para peso, metabolismo, estilo de vida e fatores de risco futuros”, complementa Dra. Helga.

Quanto aos miomas, é importante desmistificar que eles podem virar câncer. Os miomas uterinos são tumores benignos, embora em casos de crescimento rápido ou características suspeitas, possam necessitar de avaliação para descartar outros tipos de tumores. “A palavra tumor assusta, mas no caso do mioma estamos falando de uma lesão benigna. O que deve ser avaliado é o impacto na saúde e na qualidade de vida da mulher”, esclarece a ginecologista.

Nem todo mioma causa sintomas. Muitos são descobertos em exames de rotina, mas alguns provocam sangramento intenso, cólicas, dor pélvica, anemia, aumento da frequência urinária e até dificuldade para engravidar. O tratamento depende do tamanho, localização e sintomas, podendo variar entre acompanhamento e intervenções.

Por fim, nem toda mulher com mioma precisa retirar o útero. Existem opções medicamentosas e cirúrgicas, e a decisão é individualizada, especialmente para quem deseja preservar a fertilidade. “Nem toda paciente vai precisar de cirurgia, e nem toda cirurgia significa histerectomia”, reforça a especialista.

A Dra. Aline, também da equipe, destaca que sintomas como sangramento menstrual intenso, dor pélvica persistente, ciclos irregulares, acne, aumento de pelos e dificuldade para engravidar devem ser investigados. “O mais importante é não normalizar sintomas que afetam o corpo, qualidade de vida e a rotina da mulher. Quanto mais cedo houver avaliação e diagnóstico, maiores são as chances de controlar os sintomas e escolher o tratamento mais adequado”, conclui.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Hospital e Maternidade Santa Joana, referência em saúde da mulher no Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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