Como a mordida pode influenciar sua postura e saúde cervical

Entenda a conexão entre oclusão dentária, musculatura do pescoço e equilíbrio corporal

A relação entre a mordida e a postura corporal tem ganhado destaque nas áreas de odontologia, biomecânica e saúde musculoesquelética. Pesquisas recentes indicam que alterações na oclusão dentária, ou seja, na forma como os dentes superiores e inferiores se encaixam, podem interferir no posicionamento da cabeça e na musculatura cervical, gerando adaptações ao longo do corpo.

Segundo o cirurgião-dentista André Girotto, desequilíbrios na mordida provocam compensações musculares e tensão na região cervical. “Quando a mordida distribui força de forma desigual, a musculatura responde tentando equilibrar o sistema. Com o tempo, essa adaptação pode gerar tensão na região cervical, que tende a se propagar pelas cadeias musculares”, afirma o especialista. Ele destaca que muitos pacientes chegam ao consultório após terem passado por diferentes especialidades, sem que a oclusão tenha sido investigada como possível fator associado às dores.

A oclusão dentária pode apresentar assimetrias por diversos motivos, como desalinhamento, mastigação predominante de um lado ou histórico de intervenções odontológicas. Essas assimetrias influenciam o sistema muscular da mandíbula, que está diretamente conectado ao crânio e à coluna cervical. Estudos publicados em periódicos de reabilitação oral e biomecânica investigam as relações entre disfunções da articulação temporomandibular (ATM) e alterações na postura craniocervical.

Na prática clínica, essas adaptações acontecem de forma gradual. Pequenos desequilíbrios na ativação muscular da mandíbula podem levar o organismo a reposicionar sutilmente a cabeça e a região cervical, áreas essenciais para o controle do equilíbrio postural. Para tratar essas alterações, são utilizados dispositivos intraorais personalizados, semelhantes às placas para disfunções da ATM. Esses aparelhos promovem uma ativação muscular mais simétrica, reduzindo sobrecargas que podem estar associadas a dores ou desconfortos posturais.

Além do ambiente clínico, essa abordagem integrada começa a ser aplicada no esporte, onde a estabilidade corporal e a distribuição equilibrada da força são fundamentais para o desempenho e a prevenção de lesões. Com o aumento das queixas de dores musculoesqueléticas e a busca por tratamentos menos invasivos, a investigação sobre a influência da mordida na postura e no equilíbrio corporal tende a crescer nos próximos anos.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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