Brasil registra recorde histórico de afastamentos por saúde mental em 2025

Saúde mental torna-se obrigatória nas empresas com atualização da NR-1 em 2026

O Brasil registrou em 2025 um recorde histórico de afastamentos por saúde mental, com mais de 546 mil casos, segundo dados do INSS e do Ministério da Previdência Social. Entre 2021 e 2024, os afastamentos especificamente por burnout cresceram 493%, conforme levantamento divulgado em janeiro de 2026. Este aumento expressivo reflete a crescente preocupação com a saúde mental no ambiente de trabalho.

No dia 28 de abril, Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, a saúde mental ganhou um marco importante: a atualização da NR-1 passou a incluir oficialmente os fatores psicossociais no ambiente corporativo. Isso torna a promoção da saúde mental uma obrigação formal para as empresas, reforçando a necessidade de atenção e prevenção.

O impacto da negligência em saúde mental é significativo. Um estudo da FIEMG (2026) estima uma perda anual de R$ 282 bilhões no Brasil, o que equivale a 2,8% do PIB potencial, além da redução de 801 mil postos de trabalho e uma média de 51 dias de vida saudável perdidos por trabalhador ao ano. Para as empresas, os custos diretos incluem absenteísmo, presenteísmo, alta rotatividade e aumento da judicialização.

O psiquiatra Dr. Daniel Sócrates, doutor pela UNIFESP, destaca que os casos de burnout, ansiedade e esgotamento emocional são muitas vezes silenciosos e negligenciados. Segundo ele, “o problema não começa de forma abrupta — ele se instala aos poucos, mascarado por uma rotina que valoriza produtividade constante e alta performance.” Ele alerta que “o corpo e a mente dão sinais, mas eles são frequentemente ignorados ou normalizados.”

Entre os sinais precoces do burnout no trabalho, estão cansaço constante mesmo após descanso, dificuldade de concentração, irritabilidade, sensação de sobrecarga emocional, insônia, queda de produtividade e falta de motivação para tarefas simples. “Esses sintomas são frequentemente confundidos com ‘fase difícil’ ou ‘pressão do trabalho’, mas quando se tornam persistentes, já indicam um processo de adoecimento”, explica o especialista.

Um dos maiores riscos atuais é o profissional que continua funcionando no limite, mesmo em sofrimento psíquico. “Hoje, um dos maiores riscos não é quem já se afastou — é quem continua funcionando no limite”, afirma Dr. Daniel. Ele ressalta que o profissional exausto “passa a decidir pior, reagir mais e escutar menos — e isso impacta diretamente a qualidade da liderança e das relações no trabalho.”

O psiquiatra enfatiza que o que mais adoece hoje não é o excesso de trabalho, mas a carga emocional constante, que envolve pressão, conflitos e a necessidade de manter controle contínuo. “Há um tipo de esforço que não entra na meta, não aparece no currículo — mas cobra um preço alto na saúde mental de quem sustenta isso todos os dias.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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