Parkinson deve dobrar até 2060: hábitos que ajudam a prevenir a doença

Conheça sinais iniciais e práticas recomendadas para preservar a qualidade de vida

No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado em 11 de abril, especialistas alertam para o crescimento expressivo da doença no Brasil. Atualmente, mais de 500 mil pessoas com 50 anos ou mais convivem com o Parkinson, número que pode ultrapassar 1,2 milhão até 2060, segundo estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, publicado na The Lancet Regional Health–Americas.

O Parkinson é uma doença crônica, progressiva e degenerativa, caracterizada pela perda gradual da capacidade funcional. Embora os sintomas motores, como tremor em repouso, rigidez e lentidão, sejam os mais conhecidos, alterações no sono, olfato, humor e cognição também fazem parte do quadro clínico. O geriatra Vitor Hugo de Oliveira, cofundador da Acuidar, destaca que “o Parkinson não começa no tremor. Há sinais prévios que passam despercebidos, como distúrbios do sono e alterações intestinais.” Essa fase inicial é fundamental para um acompanhamento mais atento e precoce.

Fatores de risco incluem envelhecimento, predisposição genética e exposição a toxinas ambientais, como pesticidas e poluição. Embora não exista cura, o cotidiano influencia diretamente o curso da doença. A fisioterapeuta Jéssica Ramalho, CEO da Acuidar, ressalta que “a forma como o cérebro é estimulado ao longo dos anos interfere na maneira como ele responde ao envelhecimento.”

Para preservar a autonomia e a qualidade de vida, especialistas indicam práticas que ampliam a capacidade adaptativa do sistema nervoso. Estimular o cérebro com novidades, como aprender novas habilidades e variar a rotina, ajuda a manter conexões neurais ativas. Vitor Hugo afirma que “o cérebro precisa de novidade para manter conexões ativas.”

Além disso, movimentos que exigem coordenação, ritmo e tomada de decisão simultânea, como dança e artes marciais leves, são mais eficazes do que exercícios repetitivos e automáticos. Jéssica explica que “quando o corpo precisa responder a estímulos variados, o cérebro é recrutado de forma mais ampla.”

Outro ponto importante é a atenção aos sinais do sono. Distúrbios como o comportamento de sonho REM podem indicar fases iniciais da doença. Vitor Hugo observa que “o sono funciona como um termômetro. Quando ele muda de padrão, algo no cérebro já está em transformação.”

Manter vínculos sociais ativos também é essencial. A participação em grupos e atividades coletivas estimula diferentes áreas do cérebro simultaneamente, enquanto o isolamento pode acelerar perdas funcionais. “Relações sociais são um dos estímulos mais completos que existem, porque envolvem emoção, memória e adaptação ao mesmo tempo”, destaca Jéssica.

Por fim, o suporte qualificado, como a presença de cuidadores, contribui para organizar a rotina, reduzir riscos e manter a independência funcional do paciente pelo maior tempo possível. O cuidado vai além da assistência, incluindo estímulos que mantêm o paciente ativo dentro de suas possibilidades.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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