FEICON destaca capacitação feminina na construção civil para inclusão profissional

Instituto Mulheres à Obra promove formação e networking para mulheres em vulnerabilidade

A presença feminina na construção civil tem ganhado destaque e espaço com iniciativas que promovem a capacitação e a inserção profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade. Durante a FEICON – Feira Internacional da Construção Civil, realizada até 10 de abril no São Paulo Expo, o Instituto Mulheres à Obra chamou atenção ao apresentar seu trabalho em parceria com o SENAI e o Sebrae.

O Instituto Mulheres à Obra surgiu a partir de um grupo de conexões que hoje reúne cerca de 600 profissionais da cadeia da construção civil. O projeto conecta qualificação técnica à inserção no mercado, com cursos voltados para a construção civil e encaminhamento para vagas de trabalho. “O instituto nasce para capacitar a mão de obra de mulheres em situação de vulnerabilidade, com cursos voltados à construção civil, e encaminhá-las para o mercado de trabalho, para devolver a elas dignidade e liberdade financeira”, explica Natalia Rico, fundadora da iniciativa.

Na FEICON, Natalia participou de um bate-papo com a embaixadora do evento, Iza Valadão, ao lado de um grupo de cerca de 50 mulheres. O encontro teve foco em inovação e no papel da mulher na construção civil. Segundo Natalia, “O intuito é fazer networking, apreciar a feira, fazer negócios, mas mostrar para essas mulheres que elas podem, devem e merecem estar nesses lugares.”

Antes de se estruturar como instituto, o Mulheres à Obra já atuava como uma rede ativa de negócios e desenvolvimento profissional, reunindo engenheiras, arquitetas, designers, lojistas, corretoras e outras profissionais do setor. A iniciativa promove encontros presenciais, rodadas de negócios, visitas técnicas e participação em eventos, criando um ambiente contínuo de troca e fortalecimento.

“A construção civil é um ecossistema amplo. Quando você conecta diferentes especialidades, aumenta o potencial de geração de trabalho e de parcerias”, comenta Lívia Silveira, voluntária do projeto. Natalia também é autora do livro Mulheres na Construção, que será lançado ainda este ano, com histórias para inspirar outras mulheres.

Apesar dos avanços, desafios estruturais permanecem. Dados do Sinduscon-SP indicam que, em 2023, as mulheres ocuparam cerca de 20% das vagas formais criadas na construção civil, crescimento em relação aos anos anteriores, mas ainda representam aproximadamente 12% da força total do setor no país. A participação feminina nas atividades de campo varia entre 9% e 11%.

A pintora profissional Tainara Lulu, do Esquadrão Brasilux, relata que a inserção feminina exige adaptação e reconhecimento gradual. “No começo existe resistência, mas à medida que o trabalho é demonstrado, a percepção muda. Hoje, já existe mais abertura para a atuação feminina”, afirma.

Em posições de liderança, a diversidade também tem crescido. Elaine Avalos, gerente de contratos da Construtora Pacaembu, destaca que a credibilidade é conquistada com prática e gestão. “Lidero pessoas, não homens ou mulheres. Hoje consigo ver, na prática, que a diversidade melhora o ambiente e os resultados da obra”, conclui.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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