Estudo revela desafios de indígenas com deficiência em universidades federais

Pesquisa da UFSCar busca voluntários para compreender presença e permanência desses estudantes

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está investigando a realidade dos estudantes indígenas com deficiência nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) brasileiras. A pesquisa, desenvolvida na área de Educação Especial, tem como objetivo identificar e analisar as condições de ingresso e permanência desses estudantes, que enfrentam desafios pouco explorados academicamente.

Josineide Jacilda da Silva, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da UFSCar e pertencente ao Povo Atikum, de Pernambuco, destaca que “essa modalidade de ensino é um espaço pouco investigado, havendo lacuna de pesquisas acadêmicas em relação a sua presença e permanência, além de processos de invisibilização e exclusão”. Ela ressalta que, apesar dos avanços proporcionados por ações afirmativas, a educação superior indígena ainda é um campo em construção, marcado por muitas ausências.

Para compreender melhor essa realidade, a pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, com entrevistas semiestruturadas realizadas online via Google Meet. Além disso, a metodologia indígena do Tehêy será aplicada por meio de uma roda de conversa virtual, onde os participantes poderão expressar suas experiências através de um desenho narrativo.

A pesquisa busca voluntários para participar do estudo. Estudantes indígenas com deficiência matriculados em IFES de todas as regiões do Brasil podem se inscrever pelo formulário disponível no link https://bit.ly/4vfeS0h. A intenção é selecionar dois estudantes de cada região para dar voz a essas experiências, que serão analisadas para identificar elementos que contribuem para a exclusão e para pensar estratégias que promovam a inclusão.

Josineide explica que “como participantes, pretende-se selecionar dois estudantes indígenas com deficiência, de cada região geográfica brasileira, trazendo as suas vozes, que serão abordadas sob a análise de conteúdo, nos ajudando a entender os contextos e elementos produtores de ausências, para que possamos refletir e buscar estratégias que auxiliem na transformação em presenças”.

O estudo, intitulado “Indígenas com deficiência nas universidades federais brasileiras: entre presenças e ausências”, é orientado pela professora Rosimeire Maria Orlando, do Departamento de Psicologia da UFSCar, e conta com apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar.

Com os resultados, a mestranda espera contribuir para avanços na área da Educação Especial, além de colaborar com as instituições de ensino superior para aprimorar políticas de acesso e permanência para estudantes que possuem as duas condições sociais de serem indígenas e pessoas com deficiência.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da UFSCar.

Conceito visual principal: universidade, inclusão, diversidade, estudantes, deficiência, indígenas, pesquisa, metodologia, diálogo, acessibilidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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