Estresse e alimentação desorganizada agravam Síndrome do Intestino Irritável
Entenda como o eixo intestino-cérebro influencia sintomas e a importância da rotina alimentar
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio gastrointestinal comum, que afeta cerca de 10% a 15% da população mundial. Caracteriza-se por sintomas como dor abdominal recorrente, sensação de estufamento e alterações no ritmo intestinal. Segundo a gastroenterologista Cláudia Oliveira, da Atma Soma, esses sintomas são frequentemente agravados por fatores emocionais, como estresse e ansiedade, além de hábitos alimentares desorganizados.
A ciência explica essa relação por meio do eixo intestino-cérebro, um sistema de comunicação bidirecional que conecta o sistema nervoso central ao trato digestivo. “O intestino é altamente sensível aos estados emocionais. Situações de estresse ativam mecanismos que alteram a motilidade e aumentam a percepção de dor abdominal, o que explica por que muitos pacientes relatam piora dos sintomas em períodos mais intensos da rotina”, afirma Cláudia Oliveira. Assim, mesmo pacientes que adotam intervenções alimentares adequadas podem sentir agravamento dos sintomas em momentos de tensão emocional.
Além do estresse, a alimentação irregular também desempenha papel central no desenvolvimento e na piora da SII. Dietas ricas em carboidratos fermentáveis, conhecidos como FODMAPs, e o consumo frequente de ultraprocessados contribuem para desequilíbrios na microbiota intestinal e respostas inflamatórias locais. “A forma como nos alimentamos no dia a dia tem impacto direto sobre o funcionamento intestinal. Longos períodos em jejum, refeições em horários irregulares e escolhas alimentares inflamatórias desorganizam esse equilíbrio e favorecem o aparecimento de sintomas”, explica a especialista.
A rotina alimentar desorganizada, comum na vida contemporânea, pode intensificar sintomas como gases, distensão abdominal e alterações no hábito evacuatório. Por isso, a gastroenterologista reforça que “não é apenas uma questão de evitar determinados alimentos, mas de reconstruir uma rotina alimentar previsível e equilibrada. O organismo responde melhor quando há consistência, tanto na qualidade quanto no ritmo das refeições”.
Distúrbios funcionais digestivos, como a SII, representam cerca de 30% dos atendimentos em gastroenterologia, o que evidencia a importância de compreender a interação entre fatores emocionais e digestivos. O cuidado integrado, que considera a saúde emocional e a alimentação equilibrada, é fundamental para o controle dos sintomas e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
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