Empresas priorizam saúde da mulher para reduzir afastamentos e aumentar produtividade

Crescimento nos afastamentos por saúde leva companhias a investir em prevenção contínua e suporte integral

O aumento expressivo dos afastamentos por questões de saúde tem impulsionado as empresas a colocar a saúde da mulher no centro de suas estratégias para proteger a produtividade. No Brasil, os benefícios por incapacidade passaram de cerca de 288 mil em 2023 para mais de 470 mil em 2024, segundo dados da Previdência Social. Esse cenário reforça a necessidade de ações contínuas e estruturadas para prevenir faltas e melhorar o desempenho no ambiente corporativo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que transtornos como ansiedade e depressão geram perdas globais superiores a US$ 1 trilhão por ano, com maior impacto no público feminino. Dados do IBGE indicam que brasileiras dedicam quase o dobro do tempo que os homens a tarefas domésticas e cuidados familiares, aumentando a sobrecarga física e emocional. Essa realidade contribui para o aumento dos afastamentos e a queda da produtividade.

Rodrigo Araújo, especialista em saúde ocupacional e CEO da Global Work, destaca que “o aumento dos afastamentos já é uma realidade dentro das empresas. Quando a saúde da mulher passa a ser tratada de forma estruturada, a redução de faltas e a melhora da produtividade começam a aparecer”. Segundo ele, o diferencial está na continuidade das ações: “O que resolve não é campanha pontual, é acompanhamento ao longo do ano. Quando a empresa mede, acompanha e ajusta, ela deixa de reagir ao problema e passa a evitá-lo”.

Essa abordagem inclui exames preventivos, acompanhamento médico, suporte psicológico e ações educativas alinhadas à rotina das colaboradoras. Além disso, enfatiza a importância de lideranças preparadas para identificar sinais de sobrecarga antes que se transformem em afastamentos prolongados. “Muitos afastamentos não acontecem de forma repentina. Eles são resultado de sinais ignorados ao longo do tempo. Quando a empresa consegue identificar esses padrões, ela reduz custos invisíveis e melhora a eficiência da operação”, explica Araújo.

A busca por gestão integrada tem impulsionado a contratação de empresas especializadas em saúde ocupacional, que oferecem monitoramento contínuo, telemedicina, acompanhamento remoto e análise de absenteísmo. Para Araújo, a principal mudança é a compreensão da saúde como indicador de negócio: “Quando a empresa entende que saúde impacta diretamente resultado, ela passa a investir de forma estratégica. A redução de afastamentos deixa de ser um efeito colateral e passa a ser um objetivo claro de gestão”.

Ao incorporar a saúde da mulher de forma estruturada, as empresas alinham bem-estar e desempenho, tornando a saúde feminina um pilar essencial para a sustentabilidade do negócio. Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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