Imersão fortalece estratégias políticas de mulheres negras contra o racismo
Encontro reúne mais de 30 mulheres para debater narrativas e futuros livres do racismo
A disputa por narrativas e projetos de sociedade a partir das perspectivas de mulheres negras foi o foco central de uma imersão formativa promovida pela escritora Rosane Borges, em parceria com a organização CRIOLA e outras instituições. O encontro reuniu mais de 30 mulheres de diferentes territórios e trajetórias políticas para debater caminhos coletivos, fortalecer estratégias de incidência e ampliar perspectivas de futuros livres do racismo.
A atividade, que contou com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e do Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (ICC), teve como base uma abordagem interseccional de raça e gênero. Além disso, dialogou com o lançamento do livro “Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível”, que traz reflexões importantes sobre a representação e visibilidade das mulheres negras.
Durante o encontro, as participantes se dedicaram a debates e dinâmicas voltadas à construção de futuros livres do racismo. As discussões articularam propostas e metodologias de intervenção pública para enfrentar os desafios contemporâneos, reforçando a compreensão de que todas as dimensões da vida são atravessadas pela política.
“Formações como essas só fortalecem as mulheres negras no sentido da luta política. A gente participou de um debate sobre as nossas perspectivas em relação à sociedade, às nossas concepções de bem-viver, de pensar o legado que construímos e, ao mesmo tempo, de pensar os nossos futuros. Foi um momento de reafirmar os nossos propósitos, produzir novos processos políticos e sociais, entre conversas e troca de afetos”, declarou Lúcia Xavier, coordenadora geral de CRIOLA.
O encontro teve como objetivo central construir coletivamente uma sociedade em que as mulheres negras ocupem o centro da discussão, reunindo a autora Rosane Borges e parceiras das redes organizadas por CRIOLA. A organização CRIOLA, fundada em 1992 e conduzida por mulheres negras, atua na defesa e promoção dos direitos das mulheres negras em uma perspectiva integrada e transversal. Sua missão é trabalhar para a erradicação do racismo patriarcal cisheteronormativo, contribuindo para a instrumentalização de meninas e mulheres negras, cis e trans, em prol dos direitos, da democracia, da justiça e do Bem Viver.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



