Cuidados essenciais para o coração em cada fase da vida feminina
Entenda quais exames e hábitos são indicados para proteger seu coração ao longo dos anos
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, com mais de 98 mil óbitos registrados entre janeiro e março de 2026, segundo o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Para mulheres que desejam cuidar do coração, é fundamental entender quais exames são necessários e quais hábitos contribuem para a proteção ao longo da vida.
De acordo com o cardiologista Dr. Fernando Barreto, “mais importante do que sair realizando muitos exames é entender o risco individual de cada pessoa”. Na infância, a avaliação clínica é geralmente suficiente, com destaque para o “teste do coraçãozinho” feito na maternidade, que detecta alterações congênitas. Exames mais complexos, como o ecocardiograma, são indicados apenas quando há suspeita clínica.
Na adolescência, o acompanhamento continua basicamente clínico, sendo necessária investigação mais detalhada somente em casos específicos, como prática esportiva competitiva ou histórico familiar de doenças cardíacas. Já na vida adulta, o monitoramento ganha importância, incluindo controle da pressão arterial e exames laboratoriais para colesterol e glicemia. A partir dos 40 anos, avaliações mais frequentes podem incluir eletrocardiograma e teste ergométrico, conforme o risco individual.
Para pessoas sem fatores de risco, as avaliações podem ocorrer a cada dois ou três anos. Quem tem condições como hipertensão, diabetes ou colesterol alto deve realizar acompanhamento anual. Crianças e adolescentes precisam de avaliação especializada apenas se apresentarem sinais de alerta, como sopros suspeitos, desmaios, dor no peito, cansaço excessivo ou histórico familiar de morte súbita.
Entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares estão hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e tabagismo. O histórico familiar de infarto precoce também merece atenção. Dr. Fernando alerta que exames como eletrocardiograma e teste ergométrico não devem ser feitos de forma indiscriminada, pois têm baixa capacidade de detectar doenças em pessoas assintomáticas.
A prática regular de atividade física é uma das principais aliadas da saúde do coração. Para a maioria, não é necessário realizar exames antes de começar a se exercitar, especialmente para jovens sem fatores de risco. No entanto, sedentários acima dos 35 anos ou pessoas com doenças pré-existentes devem buscar avaliação médica antes de iniciar atividades intensas. Durante o exercício, sinais como dor no peito, falta de ar desproporcional, tontura, desmaio ou palpitações exigem interrupção imediata e avaliação médica.
Mais do que exames, a prevenção está diretamente ligada ao estilo de vida. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, controle do estresse e abandono do tabagismo são medidas eficazes para reduzir o risco de infarto e AVC. Conforme reforça o cardiologista, “a doença cardiovascular se desenvolve ao longo dos anos, muitas vezes de forma silenciosa. Por isso, cuidar dos fatores de risco é o que realmente faz diferença”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Grupo São Cristóvão Saúde, referência em saúde cardiovascular no Brasil.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



