6 erros que dificultam o controle da glicemia no diabetes tipo 2

Nutricionista Bela Clerot explica hábitos que comprometem o tratamento e como evitá-los

Controlar a glicemia no diabetes tipo 2 vai muito além de evitar doces e sobremesas. Segundo a nutricionista Bela Clerot, alguns hábitos considerados inofensivos podem dificultar o tratamento e manter a glicemia oscilando, gerando a falsa impressão de que a medicação não funciona mais. Com base em dados da assessoria de imprensa, listamos os seis erros mais comuns que comprometem o controle da glicemia.

O primeiro erro é acreditar que o diabetes tipo 2 é uma sentença irreversível. Bela explica que, embora a doença não tenha cura, pode entrar em remissão em parte dos casos, especialmente com mudanças consistentes no estilo de vida. A desmotivação surge quando o paciente pensa que a medicação será inevitavelmente aumentada com o tempo.

Outro equívoco frequente é confiar apenas no remédio. “A gente controla o diabetes pela boca”, resume a nutricionista, destacando que a medicação ajuda, mas não substitui alterações na alimentação e na rotina. Usar o medicamento como único recurso pode prender o paciente a um ciclo de aumento de doses, sem revisão real dos hábitos.

Focar somente no número da glicose também é um erro. Bela ressalta que a glicose alta é um sinal importante, mas o diagnóstico e acompanhamento envolvem outros exames, como insulina, hemoglobina glicada, triglicerídeos, HDL e HOMA-IR, que ajudam a entender melhor o quadro metabólico.

Comer de três em três horas sem necessidade é outro hábito que pode prejudicar o controle. Beliscar o dia inteiro pode manter a glicemia instável e sobrecarregar o organismo, especialmente em pessoas com resistência à insulina. A nutricionista alerta para a importância da individualização, principalmente para quem usa medicamentos e corre risco de hipoglicemia.

Apostar em produtos diet, zero ou adoçantes culinários sem analisar a composição é um deslize comum. Nem todos esses produtos são inofensivos, pois podem conter maltodextrina ou outros carboidratos que impactam a glicemia. É fundamental ler os rótulos com atenção para evitar surpresas.

Por fim, substituir o açúcar por versões “naturais” como mel, tâmara, banana madura e sucos não resolve o problema metabólico. Bela destaca que essas opções costumam passar uma impressão de escolha mais saudável, mas não aliviam a resistência à insulina nem o impacto glicêmico.

A nutricionista reforça que o controle do diabetes tipo 2 exige menos atalhos e mais consistência, com acompanhamento profissional para alinhar estratégias e garantir segurança no tratamento. O foco deve estar no padrão alimentar e estilo de vida como um todo, não apenas em cortar o açúcar de mesa.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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