Violência doméstica atinge recorde histórico no Brasil em 2025, revela estudo

Levantamento da Predictus aponta aumento de 64% em ações judiciais na última década

A violência doméstica no Brasil alcançou um recorde histórico em 2025, segundo levantamento inédito da Predictus, empresa especializada em dados judiciais. O estudo revela que o número de ações judiciais relacionadas à violência doméstica e familiar contra a mulher atingiu 780 mil no último ano, o maior patamar desde o início da série histórica em 2016.

No acumulado da última década, o crescimento das ações chegou a 64%, totalizando mais de 6,47 milhões de processos. Isso significa que, em média, um novo caso foi registrado a cada 49 segundos no sistema judiciário brasileiro. A concentração dos processos está no primeiro grau de jurisdição, que responde por 96,3% dos casos, apontando para um gargalo estrutural.

Hendrik Eichler, fundador da Predictus, destaca que “quase toda a carga do sistema repousa sobre a porta de entrada da Justiça, onde a vítima pede medida protetiva, relata ameaças e espera uma decisão que, muitas vezes, precisa chegar em horas, não em meses. Quando esse primeiro degrau fica saturado, o que entra em colapso é a capacidade do Estado de oferecer proteção concreta”.

O aumento no volume de ações também reflete avanços institucionais e o fortalecimento dos mecanismos de denúncia e proteção às vítimas. Eichler ressalta que “o crescimento dos registros mostra não apenas a persistência do problema, mas também o fortalecimento dos mecanismos de denúncia e proteção às vítimas, impulsionados por legislações e políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero”.

A Lei Maria da Penha é apontada como o principal marco legal nesse campo, ampliando os instrumentos de proteção às mulheres e incentivando a formalização das denúncias. Apesar disso, o Brasil ainda enfrenta desafios importantes na prevenção da violência doméstica.

Para enfrentar essa realidade, Eichler reforça a necessidade de ampliar a integração entre polícia, saúde, assistência social e Judiciário, além de investir na padronização de dados, especialização das equipes e monitoramento de risco. “O Estado precisa ganhar capacidade de agir antes que o pior aconteça, e não apenas depois”, conclui.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

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EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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