Golpes digitais aumentam inadimplência e mudam perfil do consumidor no Brasil

Fraudes online levam vítimas ao endividamento involuntário e exigem nova abordagem do setor financeiro

O avanço dos golpes digitais no Brasil tem provocado um impacto direto na inadimplência das famílias. Cada vez mais, consumidores entram em dívidas não por desorganização financeira, mas por terem sido vítimas de fraudes online. Esse fenômeno cria um novo perfil de devedor, que muitas vezes recorre ao crédito para recompor perdas, gerando um endividamento involuntário.

De acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC/CNC), cerca de 79% das famílias brasileiras já estão endividadas. Nesse cenário, as fraudes digitais se tornam um fator adicional que agrava a situação financeira dos consumidores. O presidente do Instituto GEOC (IGEOC), Rodrigo Mandaliti, destaca que “estamos falando de pessoas que não planejaram contrair aquela dívida. Muitas chegam ao atendimento fragilizadas, inseguras e sem entender completamente o que aconteceu”.

Os golpes digitais têm se sofisticado, utilizando falsos atendimentos, mensagens com aparência oficial, links maliciosos e pedidos indevidos de dados pessoais. Essas práticas exploram o senso de urgência para induzir decisões rápidas, dificultando a identificação das fraudes. O levantamento do SBT News revela que quatro em cada dez idosos no Brasil já foram vítimas desses golpes, evidenciando a maior vulnerabilidade desse grupo. No entanto, o problema alcança consumidores de diferentes idades e perfis.

Para Mandaliti, a resposta do setor financeiro deve ir além da simples negociação de valores. “É preciso compreender a origem da situação, identificar possíveis fraudes e conduzir o atendimento com transparência e segurança. O consumidor precisa se sentir orientado ao longo de todo o processo”, afirma. Essa nova abordagem é fundamental para reconstruir a confiança e oferecer suporte adequado a quem enfrenta esse tipo de problema.

A prevenção contra golpes digitais depende principalmente de informação e comportamento cauteloso. Entre as principais recomendações estão desconfiar de contatos que criam senso de urgência, evitar clicar em links desconhecidos, não compartilhar senhas ou códigos de verificação e confirmar sempre as informações nos canais oficiais. O especialista também ressalta a importância do apoio familiar, especialmente para idosos e pessoas com menor familiaridade digital, que são alvos frequentes dessas fraudes.

O IGEOC, com 18 anos de atuação e 33 associadas, atua em diversos segmentos financeiros, buscando soluções inovadoras e atendimento humano qualificado. Diante do crescimento dos golpes digitais, o instituto reforça a necessidade de protocolos de segurança mais rigorosos, comunicação clara e preparo dos canais de atendimento para lidar com consumidores mais cautelosos e emocionalmente impactados.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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