Dia Mundial do Parkinson: sinais silenciosos aparecem antes dos tremores
Conheça os sintomas iniciais e o cuidado multidisciplinar do Programa Integra Parkinson
No Dia Mundial da Doença de Parkinson, celebrado em 11 de abril, é importante destacar que os sinais da doença podem surgir silenciosamente anos antes dos tremores, um dos sintomas mais conhecidos. Distúrbios do sono, depressão, constipação intestinal e perda do olfato são alguns dos sintomas iniciais que indicam alterações precoces no cérebro, mas que muitas vezes passam despercebidos.
A Doença de Parkinson é a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo, afetando mais de 8,5 milhões de pessoas globalmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde de 2025. No Brasil, cerca de 200 mil pessoas convivem com a doença, com prevalência entre 100 e 200 casos por 100 mil habitantes, conforme o Ministério da Saúde.
O diagnóstico da doença é essencialmente clínico, baseado na história e exame físico do paciente. A neurocirurgiã Juliana Zuiani explica que “sabemos que a doença começa muitos anos antes dos sintomas motores aparecerem. Esses sinais iniciais são fundamentais para investigação e acompanhamento”. O maior desafio atual é o diagnóstico precoce e o desenvolvimento de terapias que protejam os neurônios.
Enquanto isso, o acompanhamento multidisciplinar é fundamental para controlar a doença. Ele permite ajustar medicamentos, orientar a alimentação, preservar a fala e a mobilidade, além de oferecer suporte ao bem-estar físico e emocional. “Como a Doença de Parkinson tem progressão lenta e variável, o acompanhamento contínuo é essencial. Nos estágios iniciais, o foco pode estar na reabilitação e no preparo físico; já nas fases mais avançadas, o cuidado se volta ao suporte especializado e à assistência ao paciente e familiares”, complementa Juliana.
O Vera Cruz Hospital desenvolveu o Programa Integra Parkinson para oferecer um cuidado completo e integrado aos pacientes. Inspirado em centros internacionais, o programa reúne neurologistas, neurocirurgiões, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, neuropsicólogos, nutricionistas, geriatras e uma navegadora, profissional que organiza consultas e esclarece dúvidas, garantindo a continuidade do tratamento.
Cada caso é avaliado de forma conjunta, com plano terapêutico personalizado e monitoramento constante. O programa também inclui terapeuta ocupacional e neuropsicologia para atuar na autonomia do paciente e na avaliação das funções cognitivas e comportamentais, ampliando o cuidado para além dos sintomas motores.
Juliana destaca que “receber o diagnóstico de Parkinson pode ser desafiador, mas ninguém precisa enfrentar esse processo sozinho. O cuidado estruturado faz toda a diferença na qualidade de vida do paciente e de sua família”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Vera Cruz Hospital.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



