Como identificar casos graves de doenças respiratórias em crianças no outono
Pediatras explicam sinais de alerta, prevenção e importância da vacinação na temporada
Com a chegada do outono, cresce o número de casos de doenças respiratórias em crianças, especialmente quadros graves como bronquiolite e pneumonia. Segundo pediatras do Hospital Santa Catarina – Paulista, esse aumento está relacionado principalmente a vírus como rinovírus, influenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é o principal causador da bronquiolite em bebês.
A pediatra Dra. Patrícia Rolli explica que “as condições típicas do outono, como o ar mais seco e a maior permanência em ambientes fechados, favorecem a transmissão de vírus”. Nas crianças, o sistema imunológico ainda em desenvolvimento e as características das vias respiratórias tornam as infecções mais comuns e potencialmente graves. Entre 64% e 70% das internações por bronquiolite no Brasil ocorrem entre outono e inverno, com bebês menores de 1 ano sendo os mais vulneráveis.
A bronquiolite geralmente começa como um resfriado leve, com sintomas como coriza, espirros e febre baixa. Porém, entre o terceiro e o quinto dia, pode surgir dificuldade respiratória, que atinge o pico entre o quinto e o sétimo dia e pode exigir internação. Dra. Patrícia orienta que “se a respiração parece diferente do habitual, mais acelerada ou com esforço, é preciso buscar atendimento”. Sinais de alerta incluem respiração rápida ou com esforço, chiado no peito, dificuldade para mamar, sonolência excessiva e lábios ou unhas arroxeados.
Já a pneumonia, uma complicação comum das infecções virais, pode se manifestar com febre persistente, prostração e aumento da frequência respiratória, mesmo sem febre. A pediatra Dra. Simone Aguiar destaca sinais de alerta como esforço respiratório com afundamento das costelas, batimento das asas do nariz, gemido ao respirar e coloração arroxeada nas extremidades. Ela reforça que “a vacinação é a estratégia mais eficaz para reduzir a incidência de pneumonias bacterianas graves”, recomendando a atualização da Vacina Pneumocócica Conjugada e da vacina anual contra a Influenza.
Além da vacinação, medidas simples são fundamentais para proteger as crianças: higienizar as mãos, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, manter boa hidratação, evitar contato com pessoas doentes, garantir ambientes ventilados e não expor os pequenos à fumaça de cigarro. Uma novidade importante é a ampliação da prevenção contra o VSR no SUS: desde 2025, gestantes têm acesso à vacina que protege o bebê, e em 2026 crianças prematuras e com comorbidades passam a receber um anticorpo específico contra o vírus.
As médicas alertam ainda para os erros comuns no tratamento, como medicar sem avaliação médica, uso inadequado de antibióticos, corticoides ou “bombinhas”, que não são indicados para bronquiolite e resfriados virais e podem causar efeitos colaterais.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Hospital Santa Catarina – Paulista.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



