Quitéria Chagas e o protagonismo feminino no Dia Nacional da Mulher Sambista

Rainha de bateria foi fundamental na aprovação da lei que celebra as mulheres no samba

No próximo dia 13 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Mulher Sambista, data instituída pela Lei nº 13.421/2017 em homenagem ao nascimento de Dona Ivone Lara, uma referência histórica e pioneira na luta pelo reconhecimento da mulher dentro do samba. Essa legislação teve como um dos pilares a mobilização e argumentação de Quitéria Chagas na Câmara Federal, que foi fundamental para sua aprovação.

Quitéria Chagas, rainha de bateria do Império Serrano, destaca-se por sua voz ativa na valorização da cultura do samba e pelo protagonismo feminino dentro desse universo. Durante o processo de aprovação da lei, ela evidenciou um apagamento histórico: as mulheres que participaram da fundação das escolas de samba não tinham seus nomes registrados nas atas oficiais, documentos assinados por seus maridos na época. Essa denúncia foi decisiva para fortalecer a argumentação em torno da necessidade de reconhecimento institucional das mulheres sambistas.

Como herdeira simbólica do legado de Dona Ivone Lara — primeira mulher a assinar sambas-enredo e também ligada ao Império Serrano — Quitéria dá continuidade à trajetória de luta por voz, autoria e protagonismo feminino no samba. Seu trabalho foi reconhecido com uma Moção de Reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e com a Medalha Tiradentes, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 2011, quando o reconhecimento institucional ao samba ainda era raro.

Além de sua atuação na avenida, Quitéria é atriz, psicóloga e uma das mais emblemáticas rainhas de bateria do carnaval carioca, com 26 anos de carreira na Marquês de Sapucaí. Ela ressalta a importância da presença feminina no samba: “O samba é resistência, e a mulher sambista é a expressão máxima dessa força. Nossa presença vai muito além da avenida: estamos na criação, na liderança, na preservação cultural e na construção de legado. Celebrar essa data é reafirmar a urgência de ampliar espaços, vozes e respeito para as mulheres em todos os segmentos do samba.”

Quitéria também rompeu barreiras ao se tornar uma das primeiras mulheres negras do samba a estampar capas de revistas e a transformar sua vivência na avenida em literatura, com obra dedicada ao universo do samba. Aos 46 anos, ela amplia sua atuação para além da avenida, levantando debates urgentes como o combate ao etarismo e a todas as formas de violência, especialmente aquelas que atingem mulheres em espaços de grande visibilidade.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal em 10 palavras: samba, mulher, protagonismo, cultura, resistência, liderança, legado, diversidade, celebração, reconhecimento.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 41 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar