Diagnóstico precoce pode evitar 43% das mortes por câncer no Brasil

Estudo destaca a importância da prevenção e acesso ao tratamento para salvar vidas

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, um estudo publicado pela revista The Lancet chama atenção para a possibilidade de evitar cerca de 43,2% das mortes por câncer no Brasil. Isso equivale a quase 110 mil vidas que poderiam ser salvas a cada cinco anos por meio de medidas acessíveis, como prevenção, diagnóstico precoce e tratamento oportuno.

De acordo com o oncologista e professor da Afya Itajubá, Dr. Gerson Yoshinari, “parte dessas mortes está associada a fatores de risco modificáveis como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada e infecções preveníveis por vacina, como HPV e hepatite B.” Além disso, ele destaca que outra parcela importante está ligada ao diagnóstico tardio e à dificuldade de acesso aos serviços de saúde adequados.

A pesquisa detalha que 33,2% das mortes estão relacionadas a fatores preveníveis, enquanto 14,4% poderiam ser evitadas com diagnóstico precoce e tratamento adequado. O especialista reforça que “o diagnóstico precoce é, sem dúvida, um dos fatores que mais impactam a mortalidade. Quando o câncer é identificado em fase avançada, aumenta a probabilidade de doença metastática, o tratamento se torna mais complexo e, infelizmente, as chances de cura diminuem.”

Entre os exames recomendados, os mais conhecidos são os de mama e colo do útero, fundamentais para a detecção precoce. No entanto, Dr. Gerson lembra que é importante ampliar a consciência sobre outros tipos, como câncer colorretal, de pele, de pulmão em grupos de risco, de estômago e, em alguns casos, de próstata, sempre com avaliação individualizada. Ele também alerta para sinais que merecem atenção, como sangramentos anormais, nódulos, perda de peso inexplicada, feridas que não cicatrizam, alterações intestinais persistentes, tosse prolongada, rouquidão, dificuldade para engolir e mudanças em lesões de pele.

No cenário nacional, o Ministério da Saúde firmou uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com a farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan para fabricar o pembrolizumabe, uma imunoterapia indicada para até 40 tipos de câncer. Segundo Dr. Gerson, “o pembrolizumabe bloqueia um checkpoint imunológico chamado PD-1, que funciona como um ‘freio’ da resposta imune, reativando a capacidade do organismo de reconhecer e atacar as células tumorais.” Essa medida visa reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento na rede pública para diversos tumores.

Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Excluindo tumores de pele não melanoma, a estimativa é de aproximadamente 518 mil casos anuais. Entre as mulheres, os cânceres mais frequentes são de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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