Como responder sobre hiatos profissionais em entrevistas de emprego

Especialista explica como transformar pausas na carreira em vantagem competitiva

Em um cenário profissional cada vez mais dinâmico, as trajetórias lineares dão lugar a pausas e hiatos na carreira. Tetê Baggio, fundadora da Be Back Now, destaca que a forma como o candidato responde sobre esses períodos em entrevistas de emprego pode ser um diferencial competitivo. Segundo ela, “ao retornar ao mercado, o candidato inevitavelmente será questionado sobre esse período. A diferença está em como ele constrói essa narrativa: uma resposta bem estruturada pode transformar uma dúvida em uma experiência relevante para a vaga”.

O tempo fora do mercado, antes visto como um ponto negativo, agora é ressignificado. Durante a pausa, muitos profissionais desenvolvem competências essenciais para o ambiente corporativo, como gestão de tempo, resiliência, adaptabilidade, inteligência emocional, empatia e visão ampliada de propósito. Dependendo da experiência, essas habilidades podem incluir desde gestão de crises e capacidade de improvisação até conhecimentos técnicos adquiridos em especializações, projetos independentes ou trabalho voluntário.

Para comunicar esse período de forma estratégica, Tetê recomenda reposicionar o hiato como um investimento, evitando termos negativos como “fiquei parado”. Use expressões positivas, como “foi um período de desenvolvimento direcionado” ou “uma pausa estratégica para investir em formação, saúde ou reorganização de prioridades”. Além disso, é importante destacar habilidades transferíveis, conectando-as aos desafios reais da empresa e da vaga.

Outro ponto fundamental é trazer evidências concretas, como cursos concluídos com aplicação prática, projetos pessoais, freelas ou voluntariado, que tangibilizam o discurso. Demonstrar atualização profissional também é essencial, citando tendências acompanhadas, ferramentas aprendidas, networking e participação em eventos. Isso ajuda a neutralizar a percepção de defasagem.

O mercado de trabalho já começa a reconhecer a diversidade de trajetórias. O LinkedIn, por exemplo, lançou a funcionalidade “pausa na carreira”, permitindo que usuários incluam oficialmente esses períodos em seus perfis. Programas de retorno para profissionais que ficaram fora do mercado também crescem globalmente, evidenciando a valorização de perfis não lineares.

Tetê Baggio reforça que “é fundamental que essas pessoas reconheçam o valor da própria trajetória. A pausa não é um retrocesso, mas uma expansão de repertório”. Essa mudança de percepção é chave tanto para recrutadores quanto para os próprios profissionais que buscam se reposicionar no mercado.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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