Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028
Envelhecimento e estilo de vida influenciam aumento de tumores no país, alerta INCA
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, o Brasil enfrenta um cenário desafiador: o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esse aumento acompanha o envelhecimento da população e mudanças no estilo de vida, como sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada.
O câncer de mama permanece como o mais frequente entre as mulheres, com aproximadamente 78 mil novos diagnósticos anuais. Entre os homens, o câncer de próstata lidera, com números semelhantes. Além desses, o câncer colorretal tem ganhado destaque pelo crescimento expressivo e sua relação direta com hábitos contemporâneos, como explica Mariana Laloni, diretora médica da Oncoclínicas: “Trata-se de um tumor diretamente relacionado ao estilo de vida contemporâneo, mas que também oferece uma janela importante para intervenção precoce, com impacto significativo nos desfechos clínicos”.
Outros tumores que merecem atenção são os de pulmão e estômago, que apresentam alta incidência e carga de morbimortalidade. O aumento dos casos reflete padrões observados em países com transição demográfica avançada, onde o envelhecimento e a urbanização influenciam o perfil das doenças.
Um aspecto importante destacado pela especialista é que muitos diagnósticos iniciais ocorrem fora dos centros oncológicos, em clínicas gerais e unidades de atenção primária. “Grande parte dos tumores mais comuns pode ser identificada precocemente, o que impacta diretamente as chances de tratamento bem-sucedido. Por isso, o acompanhamento regular e a atenção a sinais iniciais são fundamentais”, reforça Laloni.
Além do envelhecimento, fatores como sedentarismo, alimentação inadequada, consumo de álcool e tabaco contribuem para o aumento dos casos. A ampliação do acesso a exames e a evolução dos métodos diagnósticos também têm permitido identificar mais casos, oferecendo uma visão mais precisa da incidência da doença no país.
A diretora médica da Oncoclínicas ressalta ainda as diferenças regionais no perfil dos tumores, influenciadas por fatores demográficos, ambientais e pela organização dos serviços de saúde. Em áreas mais urbanizadas, predominam cânceres ligados ao envelhecimento e estilo de vida, enquanto em outras regiões tumores relacionados a fatores preveníveis ainda são mais comuns.
Apesar do cenário preocupante, os avanços na oncologia trazem esperança. “Hoje conseguimos tratamentos mais personalizados e menos invasivos, com resultados cada vez mais consistentes. O diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para bons desfechos”, afirma Laloni. A medicina de precisão, imunoterapia e outras abordagens inovadoras ampliam as possibilidades de controle da doença e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, a mensagem central permanece clara: acompanhar a saúde, adotar hábitos preventivos e realizar exames de rotina são medidas decisivas para reduzir o impacto da doença. A informação e a antecipação são as ferramentas mais eficazes para enfrentar o crescimento consistente dos casos no Brasil.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



