Tuberculose, gripe ou resfriado: saiba identificar os principais sintomas
Especialista do CEJAM explica diferenças para diagnóstico e cuidados essenciais
Apesar de ser conhecida e contar com tratamento gratuito, a tuberculose ainda representa um importante desafio para a saúde pública no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país registra mais de 84 mil novos casos por ano, e um dos principais entraves no combate à doença é sua semelhança com problemas respiratórios comuns, como gripe e resfriado.
Tosse, cansaço e febre são sintomas que podem ser facilmente confundidos, o que faz com que muitos pacientes demorem a procurar atendimento médico. Em alguns casos, a tuberculose evolui silenciosamente por semanas ou meses sem diagnóstico.
Diferentemente da gripe e do resfriado, causados por vírus, a tuberculose é uma doença infecciosa provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, conhecida como bacilo de Koch. A transmissão ocorre pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.
O Dr. Gustavo Vinent, especialista em Medicina da Família do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, explica que os sinais iniciais da tuberculose são frequentemente interpretados como quadros mais simples do cotidiano. Ele destaca algumas características que auxiliam no diagnóstico diferencial:
– Rinite alérgica: espirros frequentes, coceira no nariz e nos olhos, secreção clara e ausência de febre;
– Infecções virais, como gripe e resfriado: febre variável, mal-estar e dores no corpo;
– Sinusite: dor ou pressão facial, secreção mais espessa e sintomas persistentes.
O principal indicativo da tuberculose é a tosse que dura três semanas ou mais, podendo ser seca ou acompanhada de secreção. Outros sinais incluem febre geralmente no fim do dia, suor noturno, cansaço excessivo e perda de peso sem causa aparente.
O uso indiscriminado de descongestionantes nasais e antigripais pode mascarar sintomas importantes e provocar efeitos colaterais, como aumento da pressão arterial e arritmias. “Esse comportamento pode retardar a identificação da doença, comprometer o início do tratamento e favorecer a transmissão”, alerta o médico.
Além disso, mudanças bruscas de temperatura e o ar seco prejudicam a saúde respiratória, facilitando a entrada de vírus e bactérias. Por isso, quadros persistentes ou fora do padrão merecem atenção redobrada.
Para reduzir riscos, recomenda-se manter ambientes ventilados, higienizar superfícies para diminuir poeira, manter boa hidratação e evitar locais fechados com pouca circulação de ar. A ventilação é fundamental para dispersar partículas no ambiente e reduzir a possibilidade de contágio.
A tuberculose tem cura, e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. O acompanhamento adequado é essencial para a recuperação do paciente e para interromper a transmissão da doença.
Procure uma unidade de saúde sempre que houver febre persistente acima de 38 °C, falta de ar, chiado no peito, dor no tórax ou tosse que não melhora ou piora com o tempo.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



