“O Filho Perdido” revela limites do amor materno em relato real e impactante

Livro narra a luta de uma mãe diante da doença e tragédia do filho diagnosticado com transtorno antissocial

“O Filho Perdido”, estreia literária da jornalista Irene Vucovix, traz um relato real e perturbador sobre os limites do amor materno diante da doença e tragédia do filho. O livro narra a trajetória de um jovem diagnosticado com transtorno de personalidade antissocial, agravado pelo uso de drogas, que culmina em sua morte prematura em 2017, aos 39 anos.

Com 240 páginas e publicado pela Geração Editorial, a obra combina uma leitura fluida e capítulos curtos com um conteúdo denso e impactante. Narrado em primeira pessoa, o livro é um diálogo tardio da mãe com o filho, expondo a dor da perda gradual – emocional, psicológica e física. Irene Vucovix descreve a convivência com um filho envolvido em drogas, violência e ilegalidades, que resultaram em prisões e rupturas familiares. Ela relata: “Meu filho era um jovem de personalidade violenta, sem empatia, sem afetividade, desrespeitoso e egoísta. Enfrentei grandes problemas a partir da pré-adolescência, quando ele tinha cerca de 13 anos e a droga apareceu.”

A escrita nasceu em 2019, dois anos após a morte do filho, a partir do impacto emocional provocado pela leitura de um conto de Franz Kafka. O processo foi intenso e fragmentado, descrito pela autora como “um arrombamento emocional”. Irene conta que “não foi fácil escrever. Foi sofrido, arrastado: avançava, parava, recomeçava. Quase como se desnudar em praça pública.”

Sem romantizar a maternidade, o livro apresenta uma mãe que ama profundamente, mas que também toma decisões difíceis na tentativa de salvar o filho. “Tinha esperança de que ele pudesse levar uma vida digna e feliz. Não consegui. E meu filho escreveu o final da nossa história. Eu o vi, enfim. Morto. No caixão”, relata Irene. Ao longo da narrativa, um segredo aterrador é revelado apenas no final, conferindo à obra uma dimensão ainda mais inquietante.

“O Filho Perdido” aborda temas como dependência química, violência, culpa, vergonha e solidão, retratando uma realidade vivida por muitas famílias, mas raramente compartilhada. A autora expõe detalhes da convivência difícil, como o episódio em que passou a dormir com a porta trancada à chave e uma cadeira prendendo a maçaneta.

Desde o lançamento em novembro de 2025, Irene recebeu mensagens de apoio de leitores diversos, que se identificam com o relato. “Há muitas mães que enfrentam ou já enfrentaram situações semelhantes. Que elas saibam que não estão sozinhas: formamos um pequeno exército de corações despedaçados, que nunca deixaram de amar seus filhos”, afirma.

Escrito como um gesto de memória e resistência, o livro preserva a existência do filho para além dos erros. “Meu filho foi muito mais do que o fim que teve. Ele foi amado, teve uma história. E eu precisava contar isso.” O posfácio do escritor Rodrigo Petronio define a obra como “uma dinamite pura”, destacando sua força e singularidade.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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