Mais da metade dos homens vê conteúdo “Red Pill” como incitação à violência

Pesquisa revela percepção crescente sobre misoginia e violência nas redes sociais no Brasil

Uma pesquisa inédita realizada em março de 2026 pela Hibou Pesquisas e Insights, com mais de 1.100 brasileiros, revelou que 51% dos homens e 64% das mulheres acreditam que conteúdos associados à comunidade “Red Pill” configuram incitação à violência contra as mulheres. Esses dados foram apresentados pela plataforma “Red é de Sangue”, que tem como objetivo conscientizar a sociedade e mobilizar ações contra a influência misógina nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, 61,1% dos homens e 54,5% das mulheres já ouviram falar em comunidades como “Red Pill” ou “incel”, e mais da metade dos entrevistados relatou exposição direta a esses conteúdos nos últimos 12 meses. A pesquisa também mostrou que 89,7% das mulheres e 86,2% dos homens já ouviram frases associadas a discursos misóginos, como “Mulher que ganha mais que o homem destrói o casamento” e “Mulher com mais de 35 anos e solteira é rodada e só serve para diversão”.

A percepção sobre a presença desses discursos nas redes sociais é significativa: 78,1% dos brasileiros apontam as plataformas digitais como o principal espaço onde esses discursos aparecem, e 75,1% reconhecem o papel das redes na disseminação da misoginia. Para 63,9% das mulheres e 51,4% dos homens, essas falas configuram incitação à violência.

Além disso, 79,7% das mulheres acreditam que conteúdos “Red Pill” contribuem muito para o aumento do desrespeito e agressividade contra mulheres, enquanto 59% dos homens concordam com essa visão. Quando questionados sobre os efeitos mais graves, como agressões e feminicídios, 58% das mulheres e 38,2% dos homens concordam totalmente que discursos desumanizantes podem contribuir para esses crimes.

A pesquisa também revelou experiências diretas de misoginia: 59,5% das mulheres afirmam já ter sofrido desqualificação ou agressão verbal por conta do gênero, contra 15,3% dos homens. Mais da metade das mulheres considera a misoginia um problema muito grave no Brasil, enquanto pouco mais de um terço dos homens compartilha essa opinião. Sobre o movimento feminista, 52,1% dos homens acreditam que ele aumenta conflitos entre gêneros, contra 23,4% das mulheres.

A plataforma “Red é de Sangue”, iniciativa do braço ESG da agência Fresh PR com apoio de entidades como Sindilegis e Hibou Pesquisas, oferece conteúdos educativos, apoio psicológico e um abaixo-assinado para pressionar por políticas públicas contra a misoginia. O projeto inclui tutoriais para denunciar crimes de ódio online e grupos de acolhimento para homens e mulheres, como ‘Homem Autêntico’ e ‘MuRA’ (Mulheres em Relações Abusivas).

Ana Beatriz Schauff, CEO da Fresh PR, destaca que o espaço foi criado para concentrar conhecimento e ações no combate à misoginia e à influência “Red Pill” nas redes sociais. Ligia Mello, coordenadora da pesquisa, reforça que “a misoginia não é um fenômeno marginal, ela está presente nas redes, no cotidiano e nas relações sociais”, e que a plataforma busca transformar essa consciência em ação coletiva.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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