Flávia Teodoro Alves: poesia periférica e autoconhecimento na literatura

Escritora e arte/educadora usa a palavra como arma em trajetória de resistência e autodescoberta

Flávia Teodoro Alves é uma poeta periférica, arte/educadora e performer que utiliza a palavra como uma poderosa arma para desestabilizar sentidos estabelecidos e construir uma obra que transita entre o diário afetivo e o manifesto político. Aos 43 anos, a escritora paulistana da Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, já publicou dois livros de poesia e desenvolve um romance inédito, consolidando uma trajetória marcada pela resistência e autodescoberta.

Para Flávia, a literatura vai além da expressão: é uma tática de sobrevivência. “Escrevo sobre temas que me atravessam como enigmas que preciso decodificar para seguir em frente, uma tática de sobrevivência para descobrir (ou criar) meu lugar no mundo”, revela. Criada na periferia, sua escrita visceral e intuitiva reflete suas vivências e questiona os códigos sociais não-ditos, especialmente após o diagnóstico tardio de autismo com TDAH e altas habilidades, recebido aos 40 anos. “Minha dificuldade me fez questioná-los profundamente”, afirma.

Seu primeiro livro, “Não existe guarda-chuva pra quando chove de cabeça para baixo” (2022), reúne poemas escritos ao longo de sete anos e apresenta uma poética fragmentada e intuitiva. A obra foi descrita pela poeta Lilian Sais como “uma poética do contrário”, onde a revolta é o oposto produtivo da tristeza. Em 2023, Flávia lançou “Toda reza é tentativa de telecinese”, que reúne 40 poemas, um para cada ano de vida, compondo “a história do pós-ruína”. O livro também foi traduzido para o espanhol, permitindo a ampliação do alcance de sua voz.

Além da escrita, Flávia é formada em Educação Artística e mestre em Artes pela Unesp, atuando como professora da rede pública há 20 anos. Sua atuação se estende à performance e à pesquisa acadêmica, o que a leva a se autodenominar “poeta multimeios”. Esse temperamento inquieto a impulsionou a cursar Formação de Escritores no Instituto Vera Cruz, onde desenvolveu seu romance “Memórias Cintilantes de uma Cerejinha”. A obra, híbrida entre ficção e literatura fantástica, aborda amadurecimento e autodescoberta, refletindo sua experiência neurodivergente.

Em 2024, Flávia foi semifinalista do Prêmio Loba Festival na categoria Poesia Publicada, um reconhecimento importante por ser uma premiação dedicada à literatura produzida por mulheres. Para ela, esse reconhecimento reforça a importância de fomentar a produção literária feminina e periférica.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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