Estudo Korn Ferry mostra que fim do home office dificulta atração de talentos

Pesquisa revela que modelo híbrido é chave para retenção e produtividade nas empresas brasileiras

Um estudo recente da consultoria global Korn Ferry revela importantes insights sobre o impacto do fim do home office nas empresas brasileiras. Segundo a pesquisa anual Tendências de RH, a maioria das organizações (52%) não percebe aumento nas demissões voluntárias após a redução dos dias de trabalho remoto ou a adoção do modelo 100% presencial. No entanto, o levantamento aponta que a ampliação da presença física dificulta a atração de novos talentos, especialmente em setores mais competitivos.

O estudo destaca a consolidação do modelo híbrido, que combina dias presenciais e remotos, como uma estratégia eficaz para manter a produtividade e a cultura organizacional. “Modelos mais flexíveis ampliam a autonomia e a autogestão dos profissionais e, ao mesmo tempo, exigem das empresas processos mais maduros para preservar pertencimento, engajamento e cultura”, afirma Aline Riccio, vice-presidente de Projetos de Aquisição de Talentos da Korn Ferry. Ela reforça que a flexibilidade deixou de ser um benefício e se tornou uma estratégia de negócio.

Entre as práticas mais adotadas, o horário flexível lidera com 65% das empresas, seguido pelo trabalho remoto (51%). O formato híbrido com dias obrigatórios no escritório é o mais comum, presente em 51% das organizações, enquanto 31% mantêm o modelo 100% presencial. Nos últimos meses, 75% das empresas não alteraram suas políticas de trabalho remoto, mas entre as que fizeram mudanças, 71% reduziram os dias de home office.

A pesquisa também alerta para o risco da rigidez na aplicação dos modelos de trabalho. Aline Riccio destaca que “o maior risco não é o modelo, é a desigualdade percebida” quando algumas áreas operam remotamente e outras presencialmente, o que pode fragmentar a cultura da empresa. Para evitar esse efeito, ela recomenda que a presença física tenha propósito claro, critérios consistentes e governança definida.

Além disso, 48% das empresas reconhecem que a flexibilidade é um fator importante para a retenção de talentos. O modelo híbrido, com dois a três dias presenciais e pelo menos um dia fixo de home office por semana, é apontado como o mais eficaz para equilibrar produtividade e qualidade de vida.

O futuro do trabalho, segundo a Korn Ferry, tende à consolidação do híbrido com maior intencionalidade no uso dos dias presenciais, focando em colaboração, cultura e integração de novos profissionais. A flexibilidade permanece como diferencial competitivo, principalmente em áreas como tecnologia, onde a ausência dela pode prejudicar a atração e retenção de talentos.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Korn Ferry.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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