Curadoria de arte em interiores: identidade e significado nos ambientes

Como a seleção cuidadosa de obras transforma projetos de arquitetura de interiores

A presença da arte em projetos de interiores tem ganhado protagonismo, ultrapassando o papel de mero complemento decorativo. Para a arquiteta Denise Barretto, a curadoria de obras de arte é fundamental para criar ambientes que carregam identidade, memória e significado. Em seu trabalho para a Mostra Artefacto 2026, Denise exemplifica como a arte pode ser o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto ou atuar como elemento complementar, sempre alinhada às histórias e preferências dos moradores.

O processo de curadoria envolve uma busca personalizada por peças que dialoguem com o cliente e o espaço. Denise destaca que a seleção pode ocorrer em grandes galerias, mas também em endereços mais alternativos e garimpos, valorizando o caráter colaborativo dessa escolha junto ao cliente. “Geralmente, gosto de transitar entre endereços de garimpo ou, na maioria das vezes, em galerias. Em especial, as pequenas são sempre muito interessantes”, comenta.

A narrativa pessoal do morador é o fio condutor para a escolha das obras. “Sem dúvida, o ponto de partida é a história do cliente. Qual a relação dele com a obra de arte?”, explica Denise. Essa abordagem reforça que a arte vai além da estética, valorizando memórias afetivas e a identidade dos habitantes do espaço.

A integração da arte no projeto ocorre desde as primeiras etapas, muitas vezes já presente nos modelos 3D apresentados aos clientes. Isso garante coerência entre todos os elementos do ambiente, pois a obra “tem que conversar com o propósito do projeto”, segundo a arquiteta. A curadoria também define se a obra será destaque, com iluminação e posicionamento específicos, ou um elemento mais discreto, que complementa o ambiente sem chamar atenção.

Aspectos técnicos como escala, proporção e harmonia são essenciais para o sucesso da composição. Denise alerta para a necessidade de equilíbrio visual, como evitar obras pequenas em frente a móveis grandes. A escolha pode envolver peças únicas ou composições, sempre buscando uma leitura harmoniosa.

Quanto à preservação, a arquiteta destaca cuidados com a incidência de luz solar direta, que pode danificar as obras, e a importância de iluminação artificial adequada. Ela recomenda luzes LED com alto Índice de Reprodução de Cor (IRC acima de 90), posicionadas a 30 graus da obra para preservar as cores e evitar danos. A temperatura de cor da luz também influencia a percepção dos tons, sendo que temperaturas mais altas destacam cores frias e temperaturas mais baixas favorecem tons quentes.

No conjunto, a curadoria de arte transforma espaços funcionais em ambientes com alma, identidade e profundidade. “A obra de arte ajuda muito a trazer identidade e personalidade para um espaço, como revela uma memória”, conclui Denise Barretto.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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