Vitalidade como indicador real de saúde no Dia Mundial da Saúde

Entenda por que a falta de energia constante não deve ser normalizada

No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, a endocrinologista Alessandra Rascovski chama atenção para a importância de enxergar a vitalidade como um marcador real de saúde, e não apenas como uma sensação subjetiva. Segundo a especialista, a queda persistente de energia pode ser um dos primeiros sinais de desequilíbrios no organismo, mesmo antes que exames laboratoriais detectem alterações.

Durante muito tempo, o cansaço foi encarado como algo normal na rotina adulta, associado a excesso de trabalho e noites mal dormidas. No entanto, do ponto de vista científico, a vitalidade reflete o funcionamento integrado do corpo e do cérebro. “Energia não é um luxo, nem uma questão de perfil. É um sinal biológico. Quando ela começa a cair de forma persistente, o corpo está mostrando que algo não está funcionando bem, mesmo que os exames ainda estejam dentro da normalidade”, explica Alessandra Rascovski, autora do livro *Atmasoma – O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor*.

O avanço das doenças crônicas, responsáveis por cerca de 74% das mortes no mundo segundo a Organização Mundial da Saúde, reforça a relevância desse olhar. Muitas dessas doenças, como diabetes e doenças cardiovasculares, apresentam sintomas silenciosos, entre eles a fadiga constante, dificuldade de concentração e queda de energia. No Brasil, o envelhecimento populacional intensifica esse desafio, pois viver mais com qualidade e funcionalidade torna-se prioridade.

A falta de energia está relacionada a múltiplos fatores fisiológicos que atuam em conjunto, como resistência à insulina, inflamação crônica, privação de sono, sedentarismo, estresse crônico e alterações hormonais, especialmente na menopausa. “É muito comum a pessoa dormir mal, se alimentar de forma irregular, ficar mais sedentária e, ao mesmo tempo, sob alto nível de estresse. Isso cria um ambiente interno que reduz a eficiência do organismo como um todo”, complementa a médica.

Além do corpo, o cérebro também sofre com a queda de energia. Ele depende de um fornecimento constante de glicose para manter funções cognitivas como foco, memória e clareza mental. Alterações metabólicas podem prejudicar esse processo, e o sono é fundamental para a limpeza cerebral por meio do sistema glinfático. A atividade física regular, por sua vez, ajuda a aumentar o volume do hipocampo, melhorando a função cognitiva.

A cultura contemporânea, marcada pela hiperconectividade e pressão por produtividade, contribui para que o cansaço seja ignorado e normalizado. “Hoje, muitas pessoas aprendem a funcionar cansadas. Mas isso não é adaptação saudável, é compensação. O corpo está operando fora do ideal e, com o tempo, isso cobra um preço”, alerta Alessandra.

Por isso, especialistas defendem que a energia deve ser considerada um indicador clínico relevante, que vai além da ausência de doença. Vitalidade significa conseguir sustentar a rotina diária com estabilidade, clareza mental e recuperação adequada, sem precisar de compensações constantes. “Energia não é motivação, é biologia. Quando o corpo está em equilíbrio, ela vem com naturalidade; quando não está, o cansaço é um sinal, não algo a ser ignorado”, conclui a endocrinologista.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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